quarta-feira, 11 de julho de 2012

Espiritismo na Prática



Autor: Joanna de Ângelis (espírito), psicografia de Divaldo Franco

Mergulhando a mente nas profundas lições da Doutrina Espírita, o homem se ilumina e descobre os tesouros que buscava, a fim de enriquecer-se de conhecimento e beleza, realizando uma experiência humana caracterizada pela ética-moral relevante, que ressalta do conteúdo superior absorvido.

Não obstante a excelência das informações espíritas, estas impõem como finalidade precípua a transformação íntima da criatura, que deve adotar uma conduta pautada nos seus ensinamentos, graças aos quais se fazem imediatos o aprimoramento moral, a renovação emocional e sua conseqüente aplicação no comportamento social.

Sem a devida utilização dos recursos intelectuais que decifram as incógnitas da existência corporal, toda essa conquista não passará de adorno sem sentido, que não contribui, significativamente, para a felicidade real do indivíduo.

O conhecimento propõe responsabilidade, e esta aciona os mecanismos dos deveres fraternais, concitando à ação positiva, cujos efeitos a Humanidade fruirá em paz e plenitude.

A prática espírita se expressa através da incorporação dos ensinamentos à atividade cotidiana, demonstrando a transformação do caráter melhor, com os seus saudáveis efeitos de bem-estar no grupo social no qual o indivíduo se movimenta.

Irradiando a serenidade que decorre da identificação da lei de causa e efeito, esta modificação conclama, sem palavras, quantos o cercam, a uma correspondente atitude, superando as reações perniciosas que decorrem da ignorância delas.

Por extensão, as ações se expandem em favor do próximo, contribuindo para que as suas aflições sejam diminuídas, atendendo-lhes aos efeitos visíveis, ao mesmo tempo remontando às raízes geradoras das desgraças, a fim de erradicá-las.

A prática do Espiritismo faculta a construção de uma nova sociedade, na qual o egoísmo cede lugar à solidariedade, e a injustiça permite a ação da ética dos direitos humanos, a todos proporcionando o uso e a vivência das bênçãos que o amor de Deus propicia igualitariamente.

Surge, então, como decorrência, uma inevitável alteração dos códigos legais e estatutos atuais com formulações mais consentâneas com o amor, tomando o lugar das leia arbitrárias ainda vigentes em vários Organismos e Nações da Terra.

A prática espírita acende estrelas de esperança nos céus plúmbeos da atualidade e aponta os rumos da solidariedade a todos quantos se enjaulam no personalismo e nas ambições desvairadas do eu enfermo.

Há todo um imenso campo a joeirar.

A terra árida dos corações, maltratada e ao abandono, aguarda a tecnologia do amor a fim de reverdecer, e esse esforço concentrado cabe à prática espírita daqueles que se iluminaram com o conhecimento.

Todas as doutrinas espiritualistas fomentam a ação do bem e a renovação moral do homem, no entanto, só o Espiritismo lhes confere a demonstração da sobrevivência da alma, por meio da mediunidade dignificada.

Utilizar desse imenso acervo de fatos para a prática salutar, colocada no dia-a-dia, é o compromisso que assume o homem inteligente que, tendo a mente esclarecida, dulcifica o coração e torna-se amante do bem, da verdade e da caridade legítima.

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Tola Vingança



As lendas chinesas são muito interessantes e sempre plenas de ensinos.
Uma delas conta que o rei Sol tinha uma filha muito amada, tão linda que até mesmo o Imperador Amarelo era cheio de admiração por ela.
Quando o rei Sol saía para dirigir o curso da aurora, a cada manhã, a filha desejava ir com ele.
Mas ele era muito ocupado e não a podia levar consigo. Um dia, ela remou secretamente atrás do pai, num barco.
Infelizmente, uma tempestade se levantou e ela foi tragada pelo mar, deixando seu pai tomado de tristeza.
No entanto, ela renasceu como um pássaro de cabeça listrada, garras vermelhas e bico branco.
Por causa do seu canto lamentoso é chamado de Jingwei.
Pois Jingwei prometeu se vingar do mar, dizendo que o transformaria em terra seca.
Por isso, começou a catar pequenas pedras, com o bico, voando de sua casa para o Mar do Leste e deixando-as cair sobre as ondas irregulares.
O mar lhe disse: Pequeno pássaro, desista! Mesmo se trabalhar por um milhão de anos, você nunca me transformará numa planície deserta.
A resposta rancorosa de Jingwei foi: Mesmo que eu leve dez milhões de anos ou cem milhões de anos, até o final do mundo, vou tratar de fazer de você terra seca.
As fêmeas descendentes de Jingwei prosseguem na interminável tarefa de buscar pedrinhas e gravetos para aterrar o mar.
*   *   *
Os chineses respeitam enormemente esse pássaro por sua determinação férrea e pela força de vontade.
Monumentos foram erguidos em sua homenagem e ainda podem ser vistos em vários locais, às margens da costa leste da China.
Cantada em versos, a lenda se tornou sinônimo de idealismo invencível e de empenho árduo.
Permitimo-nos enfocar outra faceta dessa ave: o ódio que ela destila. Ódio que lhe consome os dias em vingança inútil.
Sabendo, embora, que jamais conseguirá atingir o objetivo, afirma que morrerá tentando.
Por vezes, não é exatamente assim que nos portamos? Atingidos em nosso orgulho ou no que dizemos ser nossa honra, concentramos nossas energias em tola vingança.
Mesmo que tudo que façamos não atinja o alvo, que consideramos nosso inimigo, não desistimos.
Ainda quando o organismo, registrando nossas vibrações negativas, dê sinais alarmantes de enfermidade, persistimos no intuito.
Sofremos, choramos mas ratificamos: Morro, mas não me entrego! Vou até o fim!
Valerá a pena? Não será mais produtivo aderirmos ao perdão ensinado por Jesus?
Profundo conhecedor do psiquismo humano, terapeuta exemplar, Ele nos recomendou a reconciliação com o adversário.
Sabia Ele que nada de positivo traz a vingança, prejudicando, primeiramente e acima de tudo, ao seu promotor.
Pensemos nisso e deixemos que siga em paz quem nos agride ou envenena os dias.
De nossa parte, vibremos no bem, pelo bem e usufruamos de saúde e felicidade.

Redação do Momento Espírita, com base no cap.9, do livro Mensagem
de uma mãe chinesa desconhecida, de Xinran, ed. Companhia das letras.

Em 29.06.2012.

Porque acordamos com DORES, MAL ESTAR e DESÂNIMO pela VIDA (Visão Espírita)

Quando dormimos, nossa alma acorda. Não somos o nosso corpo, em essência, somos a consciência que habita nosso corpo. Quando adormec...