sábado, 14 de dezembro de 2013

O Natal


O Natal vai chegando e com ele essa sensação de que o mundo se transforma

aos poucos. Os projetos vão aparecendo, as casas iluminam-se, tornam-se

coloridas e belas. Dentro do coração a esperança adormecida acorda

devagarinho e toma forma, alimentando assim o desejo de que um milagre

aconteça e traga os sonhos perdidos ou a felicidade esperada. As pessoas

tornam-se mais dóceis e fala-se em solidariedade. E Jesus, muitas vezes 

esquecido, renasce. Quem duvida do milagre do Natal deveria abrir mais os 

olhos, porque fazer um milagre não é realizar grandes e extraordinários feitos,

mas devolver a esperança aos cansados, a alegria à alma aflita e um pouco

de ternura a um coração desesperado. Quem divide um pedaço de pão com 

um faminto, agasalha alguém que sente frio e traz um pouco de luz aos que

perderam o direito à luz do dia, alimenta e veste o Mestre e habita Seu 

coração. Aí sim está o milagre de toda a magia do Natal. Sendo humanos, 

tornamo-nos seres de luz capazes de iluminar o mundo. Pudesse essa magia 

perdurar o ano todo, haveria mais flores nos campos e mais sorrisos nos

 rostos; haveria mais olhos brilhando e menos doenças da alma. E o mundo 

seria uma imensa família, exatamente como Deus idealizou. Pense nisso, tenha

 um Feliz Natal e faça Feliz o Natal de alguém! Tenham um abençoado dia nos

 braços de Jesus, já com esse clima gostoso de Natal. Um enorme e carinhoso

 abraço, 

© Letícia Thompson

Encontrei esse texto na página do Face https://www.facebook.com/espiritualidadenossa?ref=stream e decide compartilhar com vocês.

Eu particularmente adoro o Natal, não por causa dos presentes, comida,

ou qualquer outra coisa.

Amo o Natal pela sua essência, comemorar o nascimento do nosso 

amado Mestre Jesus, ver as pessoas mais amigas, 

mais receptivas e  menos egoístas...

A vibração do mundo muda.

Tudo muito mais iluminado, mais aconchegante, mais família... enfim 

gostaria que fosse assim o ano inteiro mais como é quase impossível, 

aproveito cada segundo dessa data.

Desejos à todos os meus queridos seguidores amigos um lindo Natal 

repleto de amor em seus corações!!!


Pris Benedetti




sábado, 16 de novembro de 2013

Ante a Mediunidade


Depois de um século de mediunidade, à luz da Doutrina Espírita, com inequívocas provas da sobrevivência, nas quais a abnegação dos Mensageiros Divinos e a tolerância de muitos sensitivos foram colocadas à prova, temo-la, ainda hoje, incompreendida e ridicularizada.
Os Intelectuais, vinculados ao ateísmo prático, desprezam-na até agora, enquanto os cientistas que a experimentam se recolhem, quase todos, aos palanques da Metapsíquica, observando-a com reserva. Junto deles, porém, os espíritas sustentam-lhe a bandeira de trabalho e revelação, conscientes de sua presença e significado perante a vida. Tachados,
muitas vezes, de fanáticos, prosseguem eles, à feição de pioneiros, desbravando, sofrendo, ajudando e construindo, atentos aos princípios enfocados por Allan Kardec em sua codificação basilar.
Alguém disse que «os espíritas pretenderam misturar, no Espiritismo, ciência e religião, o que resultou em grande prejuízo para a sua parte científica”. E acentuou que “um historiador, ao analisar as ordenações de Carlos Magno, não pensa em Além-Túmulo; que um fisiologista, assinalando as contrações musculares de uma rã não fala em esfera. ultraterrestres; e que um químico, ao dosar o azoto da lecitina, não se deixa impressionar por nenhuma fraseologia da sobrevivência humana”, acrescentando que, “em Meta-psíquica, é necessário proceder de igual modo, abstendo-se o pesquisador de sonhar com mundos etéreos ou emanações anímicas, de maneira a permanecer no terra-a-terra, acima de qualquer teoria, para somente indagar, muito humildemente, se tal ou tal fenômeno é verdadeiro, sem o propósito de desvendar os mistérios de nossas vidas pregressas ou vindouras”.Os espírita, contudo, apesar do respeito que consagram à pesquisa dos sábios, não podem abdicar do senso religioso que lhes define o trabalho. Julgam lícito reverenciá-los, aproveitando-lhes estudos e equações, qual nos conduzimos nestas páginas (13), tanto quanto eles mesmos, os sábios, lhes homenageiam o esforço, utilizando-lhes o campo de atividade para experimentos e anotações.
Consideram os espíritas, que o historiador, o fisiologista e o químico podem não pensar em Além-Túmulo, mas não conseguem avançar desprovidos de senso moral, porquanto o historiador, sem dignidade, é veículo de imprudência; o fisiologista, sem respeito para consigo próprio, quase sempre se transforma em carrasco da vida humana, e o químico, desalmado, facilmente se converte em agente da morte.
Se caminham atentos à mensagem das Esferas Espirituais, isso não quer dizer se enquistem na visão de “mundos etéreos”, para enternecimento beatifico e esterilizante, mas para se fazerem elementos úteis na edificação do mundo melhor. Se analisam as emanações anímicas é porque desejam cooperar no aperfeiçoamento da vida espiritual no Planeta, assim como na solução dos problemas do destino e da dor, junto da Humanidade, de modo a se esvaziarem
penitenciarias e hospícios, e, se algo procuram, acima do “terra-a-terra”, esse algo é a educação de si mesmos, através do bem puro aos semelhantes, com o que aspiram, sem pretensão, a orientar o fenômeno a serviço dos homens, para que o fenômeno não se reduza a simples curiosidade da inteligência.
Quanto mais investiga a Natureza, mais se convence o homem de que vive num reino de ondas transfiguradas em luz, eletricidade, calor ou matéria, segundo o padrão vibratório em que se exprimam.
Existem, no entanto, outras manifestações da luz, da eletricidade, do calor e da matéria, desconhecidas nas faixas da evolução humana, das quais, por enquanto, somente poderemos recolher informações pelas vias do espírito.
Prevenindo qualquer observação da critica construtiva, lealmente declaramos haver recorrido a diversos trabalhos de divulgação científica do mundo contemporâneo para tornar a substância espírita deste livro mais seguramente compreendida pela generalidade dos leitores, como quem se utiliza da estrada de todos para atingir a meta em vista, sem maiores dificuldades para os companheiros de excursão. Aliás, quanto aos apontamentos científicos humanos, é preciso reconhecer-lhes o caráter passageiro, no que se refere à definição e nomenclatura, atentos à circunstância de que a experimentação constante induz os cientistas de um século a considerar, muitas vezes, como superado o trabalho dos cientistas que os precederam.
Assim, as notas dessa natureza, neste volume, tomadas naturalmente ao acervo de Informações e deduções dos estudiosos da atualidade terrestre, valem aqui por vestimenta necessária, mas transitória, da explicação espírita da mediunidade, que é, no presente livro, o corpo de idéias a ser apresentado.
Não podemos esquecer a obrigação de cultuar a mediunidade e acrisolá-la, aparelhando-nos com os recursos precisos ao conhecimento d nós meninos.
A Parapsicologia nas Universidades e o estudo dos mecanismos do cérebro e do sonho, do magnetismo e do pensamento nas instituições ligadas à Psiquiatria e ás ciências mentais, embora dirigidos noutros rumos, chegarão igualmente á verdade, mas, antes que se integrem conscientemente no plano da redenção humana, burilemos, por nossa vez, a mediunidade, à luz da Doutrina Espírita, que revive a Doutrina de Jesus, no reconhecimento de que não basta a observação dos fatos em si, mas também que se fazem indispensáveis a disciplina e a iluminação dos ingredientes morais que os constituem, a fim de que se tornem ‘fatores de aprimoramento e felicidade, a benefício da criatura em trânsito para a realidade maior.
(13) A convite do Espírito André Luiz, os médiuns Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira receberam os textos deste livro em noites de quintas e terças-feiras, na cidade de Uberaba, Estado de Minas Gerais. O prefácio de Emmanuel e os capítulos pares foram recebidos pelo médium Francisco Cândido Xavier, e o prefácio de André Luiz e os capítulos ímpares foram recebidos pelo médium Waldo Vieira. — (Nota dos médiuns.)

ANDRÉ LUIZ
Uberaba, 11-8-59
(Apresentação do livro MECANISMOS DA MEDIUNIDADE)

terça-feira, 17 de setembro de 2013

PRECE DA LUZ



Senhor,
Clareia-nos o entendimento, a fim de que conheçamos em suas consequências os caminhos já trilhados por nós; entretanto, faze-nos essa concessão mais particularmente para descobrirmos, sem enganos, as estradas mais retas que nos conduzem à integração com os teus propósitos.

Alteia-nos o pensamento, não somente para identificarmos a essência de nossos próprios desejos, mas sobretudo para que aprendamos a saber quais os planos que traçaste a nosso respeito.

Iluminai-nos a memória, não só de modo a recordarmos com segurança as lições de ontem, e sim, mais especialmente, a fim de que nos detenhamos no dia de hoje, aproveitando-lhe as bênçãos em trabalho e renovação.

Auxilia-nos a reconhecer as nossas disponibilidades; todavia, concede-nos semelhante amparo, a fim de que saibamos realizar com ele o melhor ao nosso alcance.

Inspira-nos ensinando-nos a valorizar os amigos que nos enviaste; no entanto, mais notadamente, ajuda-nos a aceitá-los como são, sem exigir-lhes espetáculos de grandeza ou impostos de reconhecimento.

Amplia-nos a visão para que vejamos em nossos entes queridos não apenas pessoas capazes de auxiliar-nos, fornecendo-nos apoio e companhia, mas, acima de tudo, na condição de criaturas que nos confiaste ao amor, para que venhamos a encaminhá-los na direção do bem.

Ensina-nos a encontrar a paz na luta construtiva, o repouso no trabalho edificante, o socorro na dificuldade e o bem nos supostos males da vida.

Senhor,
Abençoa-nos e estende-nos as mãos compassivas, em tua infinita bondade, para que te possamos perceber em espírito na realidade das nossas tarefas e experiências de cada dia, hoje e sempre.

Assim Seja.

(Emmanuel)

sábado, 31 de agosto de 2013

O Tornozelo


Ele é a terceira e última articulação maior, que gera a mobilidade entre o pé e o resto da perna. O tornozelo é a articulação da perna que lhe dá a sua fineza de mobilidade, particularmente quando o pé está parado, posicionado no solo, porém também quando está em movimento. É graças a ele que podemos "crescer" sobre os nossos apoios no solo (pés) para avançar melhor e mais rápido. É a outra extremidade da perna. O quadril representa a articulação básica das estruturas e das referências inconscientes da relação, enquanto o tornozelo representa a articulação final e exteriorizada, ou seja, as referências e suportes conscientes das nossas relações com o mundo. Ele representa a articulação das nossas posições, das nossas crenças reconhecidas e estabelecidas em relação aos outros e a nós mesmos. Ele é a "barreira dos nossos critérios quanto à vida" e simboliza, enfim, a projeção da nossa capacidade para "decidir", para dar início às decisões e às mudanças (de posições, de critérios) na nossa vida e para nos envolvermos nas coisas. É a "porta da Implicação" no sentido da decisão. A estabilidade e a mobilidade dos nossos apoios sobre o solo (que simboliza a realidade), assim como a flexibilidade e a desenvoltura deles, dependem dos nossos tornozelos. Eles vão ser, por conseguinte, a projeção fiel da estabilidade, da rigidez ou da flexibilidade das nossas posições e dos nossos critérios quanto à vida.

OS MALES DOS TORNOZELOS

As entorses, as dores e os traumatismos dos tornozelos vão nos falar das nossas dificuldades quanto às relações na medida em que nos falta estabilidade ou flexibilidade no que diz respeito a elas. Eles demonstram que atravessamos uma fase na qual as nossas posições, os nossos critérios quanto à vida, a maneira como nós nos "colocamos" em relação ao outro não nos convêm, não nos satisfazem mais e nós encontramos dificuldade para mudá-las, para "agir". Há falta de flexibilidade ou de desenvoltura, de estabilidade ou de "realismo" nessas posições. Nós nos obrigamos então a fazer uma parada, pois não podemos mais continuar, avançar nessa direção. A posição que temos ou que mantemos não é boa e precisamos mudar de ponto de apoio, de critério – chamado de "objetivo" de referência, ou seja, de crença "exterior", conscientemente admitida e reconhecida. As tensões e os sofrimentos nos tornozelos podem significar também que temos dificuldade para decidir alguma coisa, de tomar uma decisão importante na nossa e pela nossa Vida, provavelmente porque essa decisão possa colocar em questão uma posição atual que nos parece ser satisfatória.

Trecho do Livro "Diga-me onde dói e eu te direi o por que"

Fonte Medicina Tradicional Chinesa - Tiago Mulato.

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

SÍNDROME DO PÂNICO NA VISÃO ESPÍRITA - Divaldo Franco



Outro distúrbio que tem atingido níveis alarmantes é a síndrome do pânico. Qual a explicação que o Espiritismo oferece para esse transtorno?

Divaldo Franco: (...) O nome pânico vem do deus Pan, que na tradição grega apresenta-se com metade do corpo com forma humana e a outra com modulagem caprina. O deus Pan era guardador das montanhas da Arcádia e, quando alguém adentrava nos seus domínios, ele aparecia, produzindo no visitante o estado de pânico, palavra essa derivada do seu nome. Portanto, é um distúrbio muito antigo.

Invariavelmente a psicogênese do ponto de vista espírita encontra-se na consciência de culpa do paciente por atos perturbadores praticados na atual existência ou em existências pretéritas, o que proporciona um comportamento inseguro, desconfiado.

Trata-se de alguém que busca esconder-se no corpo para fugir dos problemas que foram praticados anteriormente. Quando irrompe a síndrome do pânico, a sensação é terrível, porque é semelhante à da morte.

É eminentemente um distúrbio feminino, embora atinja também, segundo os especialistas, o sexo masculino.

Segundo estou informado, faltando, naturalmente, confirmação científica, a síndrome do pânico nunca matou ninguém durante o surto, entretanto, aquela sensação horrorosa é praticamente igual à de morte.

Que fazer? Orar.

Ter a certeza de que ela é de breve curso, procurar respirar profundamente, acalmar-se, vincular-se a Deus, rogar a proteção dos Espíritos nobres.

Assim, lentamente, dá-se uma descarga de adrenalina, procedente das glândulas supra-renais, e o indivíduo refaz-se, passando aquele período mais doloroso, fazendo simultaneamente a terapêutica com um psiquiatra e, de acordo com a psicogênese, um psicólogo ou psicanalista.

Nada obstante, eu sugeriria pessoalmente que a pessoa procurasse também as terapêuticas espíritas, quais as das boas palavras, das reuniões doutrinárias, do conhecimento de si mesmo, dos passes ou bioenergia, da água magnetizada e, por extensão, do socorro que os bons Espíritos propiciam através das reuniões mediúnicas de desobsessão, que dispensam a presença dos pacientes.

Sugere-se procurar também profissionais da saúde que são os responsáveis por acompanhar os pacientes no tratamento, sendo eles os psicólogos e psiquiatras. No entanto, o único que pode prescrever medicamentos é o psiquiatra. Já os tratamentos da psicoterapia podem ser realizados tanto por psiquiatras como psicólogos.


Fonte:"Joanna de Ângelis " - Grupo de Estudo da Psicologia Espírita.

quarta-feira, 10 de julho de 2013

Mensagens de Chico Xavier



"Que eu não perca a vontade de doar este enorme amor que existe em meu coração, mesmo sabendo que muitas vezes ele será submetido a provas e até rejeitado"

"O amor não prende, liberta! Ame porque isso faz bem a você, não por esperar algo em troca. Criar expectativas demais pode gerar decepções. Quem ama de verdade, sem apego, sem cobranças, conquista o carinho verdadeiro das pessoas."

"O Cristo não pediu muita coisa, não exigiu que 
as pessoas escalassem o Everest ou fizessem 
grandes sacrifícios. Ele só pediu que nos 
amássemos uns aos outros."

Chico Xavier

terça-feira, 2 de julho de 2013

"Tomar uns Passes”




De quando em vez, ouves alguém te dizer que se encontra necessitado de ir ao Centro Espírita para “tomar uns passes”...
- A qualquer hora – dizem os que assim se expressam –, lá comparecerei, porque estou muito necessitado de uns passes...
E complementam:
- Qual é mesmo o dia da reunião?...
A culpa de tão grande equívoco, quanto à finalidade de um Centro Espírita, não pertence somente a eles, que, com certeza, de Espiritismo não sabem absolutamente nada.
Vocês me desculpem a franqueza, mas a culpa maior é nossa mesmo, ou seja, dos espíritas, que, infelizmente, vêm desvirtuando o Centro Espírita da real tarefa que deve cumprir junto à comunidade.
Centro Espírita não é para livrar ninguém de seus “encostos”, nem para aliviar o peso de quem se encontra “carregado”, para que, depois, ele continue aprontando como sempre aprontou...
Quanta ignorância, da parte de quem continua a ver na religião única e tão somente uma espécie de muleta para quando ele estiver trôpego!
Todavia, enquanto nós não transformamos os Centros Espíritas naquilo que eles, verdadeiramente, devem e precisam ser – Universidade do Espírito –, a Doutrina continuará pagando o preço de nossas limitações no que tange ao seu conhecimento e aplicação.
Não ignoramos que, sem dúvida, o Centro, a encarnados e desencarnados, é um pronto-socorro e um hospital, mas, acima de tudo, deve ser oficina de trabalho e escola.
Precisamos, sim, começar a modificar esta mentalidade em quem recorre aos seus préstimos espirituais apenas para “tomar uns passes” – e esta tarefa cabe aos diretores da Instituição pela qual se responsabilizam, que, sem mais demora, sobre a Mediunidade, devem começar a priorizar o estudo da Doutrina nas reuniões abertas ao público.
Talvez, muitos venham alegar que o passe, a água magnetizada, o trabalho de cura e a conversa com os Guias nas reuniões de mediunismo, atraem grande público para o Espiritismo – podem atrair público, mas não atraem adeptos esclarecidos!
E depois, a Doutrina, em tempo algum, se preocupou com o chamado “proselitismo de arrastamento”...
Se a Fé Espírita é Raciocinada, evidentemente, que todos somos chamados a refletir sobre os seus postulados, estudando-os e assimilando-os, gradativamente.
Como costuma dizer o preclaro amigo Odilon Fernandes, não é a toa que o Espiritismo é a Religião do Livro!
Em um Centro Espírita que pretende mais bem servir ao Ideal, o estudo da Doutrina precisa ser incrementado, e não somente para grupos fechados – o estudo deve ser aberto a todos, de preferência, sendo levado a efeito nas reuniões públicas.
O estudo primeiro, e o passe depois!
Não há outra maneira de fazermos com que as pessoas, em geral, vejam o Espiritismo com maior seriedade, e como sendo fundamental para que a sua visão da Vida (e, especialmente, de seus Espíritos) se modifique substancialmente.


 Inácio Ferreira. Uberaba – MG, 15 de abril de 2013.

Recebi esse texto por e-mail e resolvi compartilhar com todos vocês, pois achei muito instrutivo e realista.
Infelizmente vejo muitas pessoas me dizerem isso, como se o passe fosse solução para tudo.
Precisamos aprender a nos vigiar e maternos livres de todo a mal, e como conseguimos isso? Orando e vigiando.
Fica a dica!

Pris Benedetti

quinta-feira, 13 de junho de 2013

As Faces da Verdade


As crianças tagarelavam animadamente enquanto a professora preparava a sala para começar a atividade do dia.
Em silêncio, ela arrumou as cadeiras das crianças e a sua própria em círculo e no meio colocou uma caixa forrada com um papel bastante colorido.
Sua atitude despertou a curiosidade dos alunos que, sentados em círculo, pouco a pouco, pararam de conversar, interessados no que poderia haver ali.
Afinal, era um objeto diferente.
Embora originariamente tivesse sido uma simples caixa de sapatos, foi tornada especial e interessante pelo papel colorido que a forrava e pelos variados desenhos que cobriam todos os lados.
Cada um de vocês, sem sair do lugar onde está, nem falar com os colegas, deverá relacionar os desenhos que veem estampados na caixa. Orientou a professora.
Em silêncio, os alunos passaram a anotar em uma folha o que conseguiam ver.
Logo em seguida, a professora pediu para uma das crianças:
Leia, por favor, o que você vê desenhado na caixa.
Há uma bola, um lápis e uma flor amarela.  Respondeu prontamente uma garotinha.
Passando a olhar para a criança que estava exatamente na frente daquela que havia falado, a professora perguntou:
A sua lista coincide com a de sua colega?
Não.  Respondeu um pouco desconfiado o menino a quem havia sido dirigida a palavra. Eu vejo desenhados na caixa um pião, um carrinho e uma laranja.
Pois, bem. disse a professora, olhando para os demais alunos. Quem dos nossos colegas está com a razão?
E um grande burburinho se estabeleceu.
As crianças começaram a falar simultaneamente, cada qual dizendo o que via, o que não coincidia com o que os demais falavam.
Passado apenas um instante, a professora reassumiu a palavra, pedindo silêncio e explicando a questão.
Imaginem que a caixa que vocês estão vendo é a verdade.
Cada qual consegue apenas visualizar um ângulo da caixa.
Não é possível saber o que o colega que está sentado à sua frente pode ver.
Tampouco qualquer de vocês sabe qual é o desenho que há na parte debaixo. Disse ela, erguendo a caixa e mostrando que, também na parte inferior, havia uma bela figura estampada.
*   *   *
A verdade é única e incapaz de se amoldar aos interesses individuais.
Ela exige, porém, que cada um busque ângulos diferentes, conhecimentos mais amplos, para que possa estabelecer um juízo mais seguro a respeito de qualquer assunto.
Acreditar que apenas o nosso ponto de vista está correto pode provocar discórdias e equívocos.
Nossa percepção, por vezes, está limitada a apenas uma das diversas faces da caixa, um dos vários aspectos da verdade.
Afinal, normalmente, cada qual vê apenas uma face da mesma caixa.
Ao invés de crermos que somos os donos da verdade, cabe-nos a humildade e a sabedoria de tentar entender os motivos que fazem os outros se posicionarem de forma tão diferente da nossa.
Quando Jesus nos disse que a verdade será motivo de nossa libertação, Ele não se referia às verdades parciais que cada um estabelece para si próprio.
Mas sim, à verdade plena e incorruptível, à qual somente teremos condições de alcançar quando abandonarmos de vez o orgulho que entorpece nossos sentidos e cega nossa razão.

Redação do Momento Espírita.
Em 29.07.2011.

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Esmola e Caridade

Escusam-se muitos de não poderem ser caridosos, alegando precariedade de bens, como se a caridade se reduzisse a dar de comer aos famintos, dar de beber aos sedentos, vestir os nus e proporcionar um teto aos desabrigados.
Além dessa caridade, de ordem material, outra existe - a moral, que não implica o gasto de um centavo sequer e, não obstante, é a mais difícil de ser praticada.
Exemplos? Eis alguns:
Seríamos caridosos se, fazendo bom uso de nossas forças mentais, vibrássemos ou orássemos diariamente em favor de quantos saibamos acharem-se enfermos, tristes ou oprimidos, sem excluir aqueles que porventura se considerem nossos inimigos.
Seríamos caridosos se, em determinadas situações, nos fizéssemos intencionalmente cegos para não vermos o sorriso desdenhoso ou o gesto disprezivo de quem se julgue superior a nós.
Seríamos caridosos se, com sacrifício de nosso valioso tempo, fôssemos capazes de ouvir, sem enfado, o infeliz que nos deseja confiar seus problemas íntimos, embora sabendo de antemão nada podermos fazer por ele, senão dirigir-lhe algumas palavras de carinho e solidariedade.
Seríamos caridosos se, ao revés, soubéssemos fazer-nos momentâneamente surdos quando alguém, habituado a escarnecer de tudo e de todos, nos atingisse com expressões irônicas ou zombeteiras.
Seríamos caridosos se, disciplinando nossa língua, só nos referíssemos ao que existe de bom nos seres e nas coisas, jamais passando adiante notícias que, mesmo sendo verdadeiras, só sirvam para conspurcar a honra ou abalar a reputação alheia.
Seríamos caridosos se, embora as circunstâncias a tal nos induzissem, não suspeitássemos mal de nossos semelhantes, abstendo-nos de expender qualquer juízo apressado e temerário contra eles, mesmo entre os familiares.
Seríamos caridosos se, percebendo em nosso irmão um intento maligno, o aconselhassemos a tempo, mostrando-lhe o erro e despersuadindo o de o levar a efeito.
Seríamos caridosos se, privando-nos, de vez em quando, do prazer de um programa radiofônico ou de T.V. de nosso agrado, visitássemos pessoalmente aqueles que, em leitos hospitalares ou de sua residência, curtem prolongada doença e anseiam por um pouco de atenção e afeto.
Seríamos caridosos se, embora essa atitude pudesse prejudicar nosso interesse pessoal, tomássemos, sempre, a defesa do fraco e do pobre, contra a prepotência do forte e a usura do rico.
Seríamos caridosos se, mantendo permanentemente uma norma de proceder sereno e otimista, procurássemos criar em torno de nós uma atmosfera de paz, tranquilidade e bom humor.
Seríamos caridosos se, vez por outra, endereçássemos uma palavra de aplauso e de estimulo às boas causas e não procurássemos, ao contrário, matar a fé e o entusiasmo daqueles que nelas se acham empenhados.
Seríamos caridosos se deixássemos de postular qualquer benefício ou vantagem, desde que verificássemos haver outros direitos mais legítimos a serem atendidos em primeiro lugar.
Seríamos caridosos se, vendo triunfar aqueles cujos méritos sejam inferiores aos nossos, não os invejássemos e nem lhes desejássemos mal.
Seríamos caridosos se não desdenhássemos nem evitássemos os de má vida, se não temêssemos os salpicos de lama que os cobrem e lhes estendêssemos a nossa mão amiga, ajudando-os a levantar-se e limpar-se.
Seríamos caridosos se, possuindo alguma parcela de poder, não nos deixássemos tomar pela soberba, tratando, os pequeninos de condição, sempre com doçura e urbanidade, ou, em situação inversa, soubéssemos tolerar, sem ódio, as impertinências daqueles que ocupam melhores postos na paisagem social.
Seríamos caridosos se, por sermos mais inteligentes, não nos irritássemos com a inépcia daqueles que nos cercam ou nos servem.
Seríamos caridosos se não guardássemos ressentimento daqueles que nos ofenderam ou prejudicaram, que feriram o nosso orgulho ou roubaram a nossa felicidade, perdoando-lhes de coração.
Seríamos caridosos se reservássemos nosso rigor apenas para nós mesmos, sendo pacientes e tolerantes com as fraquezas e imperfeições daqueles com os quais convivemos, no lar, na oficina de trabalho ou na sociedade.
E assim, dezenas ou centenas de outras circunstâncias poderiam ainda ser lembradas, em que, uma amizade sincera, um gesto fraterno ou uma simples demonstração de simpatia, seriam expressões inequívocas da maior de todas as virtudes.
Nós, porém, quase não nos apercebemos dessas oportunidades que se nos apresentam, a todo instante, para fazermos a caridade.
Porquê?
É porque esse tipo de caridade não transpõe as fronteiras de nosso mundo interior, não transparece, não chama a atenção, nem provoca glorificações.
Nós traímos, empregamos a violência, tratamos ou outros com leviandade, desconfiamos, fazemos comentários de má fé, compartilhamos do erro e da fraude, mostramo-nos intolerantes, alimentamos ódios, praticamos vinganças, fomentamos intrigas, espalhamos inquietações, desencorajamos iniciativas nobres, regozijamo-nos com a impostura, prejudicamos interesses alheios, exploramos os nossos semelhantes, tiranizamos subalternos e familiares, desperdiçamos fortunas no vício e no luxo, transgredimos, enfim, todos os preceitos da Caridade, e, quando cedemos algumas migalhas do que nos sobra ou prestamos algum serviço, raras vezes agimos sob a inspiração do amor ao próximo, via de regra fazemo-lo por mera ostentação, ou por amor a nós mesmos, isto é, tendo em mira o recebimento de recompensas celestiais.
Quão longe estamos de possuir a verdadeira caridade!
Somos, ainda, demasiadamente egoístas e miseravelmente desprovidas de espírito de renúncia para praticá-la.
Mister se faz, porém, que a exercitemos, que aprendamos a dar ou sacrificar algo de nós mesmos em benefício de nossos semelhantes, porque "a caridade é o cumprimento da Lei."
* * *
Calligaris, Rodolfo. Da obra: As Leis morais.
8a edição. Rio de Janeiro, RJ:FEB, 1998.

segunda-feira, 20 de maio de 2013

MOCIDADE E VELHICE




"O jovem de hoje, pelas determinações biológicas do Planeta,
será o velho de amanhã; e o ancião de agora, pela lei sublime da reencarnação, será o moço do futuro." -
 André Luiz
Infância, juventude, madureza e velhice são simples fases da experiência material.
A vida é essência divina e a juventude é seiva eterna do espírito imperecível.
Mocidade da alma é condição de todas as criaturas que receberam com a existência o aprendizado sublime, em favor da iluminação de si mesmas e que acolheram no trabalho incessante do bem o melhor programa de engrandecimento e ascensão da personalidade.
A velhice, pois, como índice de senilidade improdutiva ou enfermiça, constitui, portanto, apenas um estado provisório da mente que desistiu de aprender e de progredir nos quadros de luta redentora e santificante que o mundo nos oferece.
Nesse sentido, há jovens no corpo físico que revelam avançadas características de senectude, pela ociosidade e rebeldia a que se confinam, e velhos na indumentária carnal que ressurgem sempre à maneira de moços invulneráveis, clareando as tarefas de todos pelo entusiasmo e bondade, valor e alegria com que sabem fortalecer os semelhantes na jornada para a frente.
Se a individualidade e o caráter não dependem da roupa com que o homem se apresenta na vida social, a varonilidade juvenil e o bom ânimo não se acham escravizados à roupagem transitória.
O jovem de hoje, pelas determinações biológicas do Planeta, será o velho de amanhã; e o ancião de agora, pela lei sublime da reencarnação, será o moço do futuro.
Lembramo-nos, porém, de que a Vida é imortal, de que o Espiritismo é escola ascendente de progresso e sublimação, de que o Evangelho é luz eterna, em torno da qual nos cabe dever de estruturar as nossas asas de Sabedoria e de Amor e, num abraço compreensivo de verdadeira fraternidade, no círculo das esperanças, dificuldades e aspirações que nos identificam uns com os outros, continuemos trabalhando.
André Luiz
(Do livro "Correio Fraterno", Francisco Cândido Xavier)
Relação de livros publicados por Chico Xavier e suas respectivas editoras:
http://www.institutoandreluiz.org/chicoxavier_rel_livros.html

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Abraços Grátis




Na praça movimentada de um grande centro urbano, por onde circulam milhares de pessoas diariamente, eis que uma pessoa solitária estende um cartaz que diz: Abraços grátis.
Possivelmente já tenhamos visto alguns vídeos que circulam pela Internet, mostrando cenas muito interessantes e emocionantes envolvendo os heróis dos free hugs, dos abraços grátis.
Segundo o site free hugs movement, o registro mais antigo desse tipo de manifestaçãocoletiva aconteceu em 1986, quando o reverendo Kevin Zaborney criou em sua igreja o Dia nacional do abraço, celebrado todo anoem vinte e um de janeiro.
Posteriormente, a esse movimento aderiram outras instituições como ONGs, hospitais, escolas dos Estados Unidos, Canadá, Inglaterra, Austrália, Alemanha e Rússia.
Em 2001, Jason Hunter deu início ao movimento Abraços grátis, após a morte de sua mãe.
Um dia, que começou em completa tristeza, terminou em grande alegria porque eu percebi que minha mãe tinha feito exatamente o que Deus solicitou dela. - Disse ele sobre o acontecido, no site da sua campanha.
Ela adorava abraçar as pessoas, independente da raça ou sexo, e fazer com que soubessem o quanto eram importantes.
Que mundo maravilhoso poderíamos ter se fôssemos conhecidos como pessoas que têm um sorriso e uma palavra amável para todos.
Jason quis dar continuidade à missão de sua mãe e saiu pelas ruas da praia, ao sul de Miami, com o cartaz escrito Abraços grátis.
O vídeo original do Abraços grátis já tem mais de dez milhões de visualizações.
Cada pessoa que passa, reage de forma diversa. Há os que rejeitam. Mas os que cedem ao convite simpático, saem com um sorriso no rosto.
Há muito mais ali do que o simples ato de abraçar um estranho. Há a doação daquele que se coloca à disposição dos outros para um pequeno gesto de carinho.
Imaginamos que nem todos trazem boas vibrações, energias positivas, em seus abraços, pois cada um vem de uma realidade diferente e, muitas vezes, essa realidade é dura e triste.
Porém, acabam levando um pequeno mimo, um pequeno consolo, uma breve mensagem que diz: Eu me importo com você.
Há também o processo psicológico de se romper com a barreira do afastamento físico, pois muitos trazem bloqueios nas expressões de carinho mais simples e não aprenderam, sequer, a dar um abraço.
Nas cenas, vemos os mais diferentes tipos de abraços possíveis: de lado, de longe, com medo, quase sem tocar o outro.
É uma verdadeira sessão de psicoterapia, descomprometida, ao ar livre, de onde todos saem melhor.
A frase encontrada no cabeçalho do site oficial do movimento resume tudo: Às vezes, um abraço é tudo o de que precisamos.
Talvez, muitos de nós não nos sintamos à vontade para abraçar estranhos.
Mas, cabe uma reflexão: Será que estamos abraçando os nossos suficientemente? Os mais próximos, os nossos amores?
Será que, por vermos nossos pais, filhos, esposos e amigos, constantemente, não estamos deixando de lado os abraços?
Respondamos, por fima esta pergunta: Quantos abraços já demos hoje?

Redação do Momento Espírita inspirado na campanha do site:http://www.freehugscampaign.org/
Em 07.06.2011.

terça-feira, 26 de março de 2013

Irmãos em Perigo


Os que pretendem transformar o próximo, de um dia para outro a golpes verbais.
Os que descobrem pareceres inteligentes e bons conselhos para todas as pessoas, distraídos dos problemas que lhes são próprios.
Os que colocam a mente em outro mundo, a maneira absoluta, sem atender aos deveres do mundo em que respiram.
Os que permanecem incessantemente preocupados em se defenderem.
Os que reconhecem a grandeza das verdades divinas, mas jamais dispõem de tempo para cultivá-la, em favor da própria iluminação.
Os que adiam indefinidamente para amanhã o serviço da compreensão e do amor ao próximo.
Os que se sentem senhores exclusivos de todos os trabalhos no campo da caridade, sem distribuir oportunidades de serviço aos outros.
Os que declaram perdoar a ofensa, mas que nunca conseguem esquecer o mal.
Os que encontram ensejo de se entediarem da vida.

André Luiz

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

A Alma Também

     
   Casas de saúde espalham-se em todas as direções com o objetivo de sanar as moléstias do corpo e não faltam enfermos que lhes ocupem as dependências.
Entretanto, as doenças da alma, não menos complexas, escapam aos exames habituais de laboratório e, por isso, ficam em nós, requisitando a medicação, aplicável apenas por nós mesmos.
   Estimamos a imunização na patologia do corpo.
   Será ela menos importante nos achaques do espírito?
   Surpreendemos determinada verruga e recorremos, de imediato, à cirurgia plástica, frustrando calamidades orgânicas de extensão imprevisível.
   Reconhecendo uma tendência menos feliz em nós próprios é preciso ponderar igualmente que o capricho de hoje não extirpado será hábito vicioso amanhã e talvez criminalidade em futuro breve.
   Esmeramo-nos por livrar-nos da neurastenia capaz de esgotar-nos as forças.
   Tratemos também de nossa afeição temperamental para que a impulsividade não nos induza à ira fulminatória.
   Tonificamos o coração, corrigindo a pressão arterial ou ampliando os recursos das coronárias a fim de melhorar o padrão de longevidade. Apuremos, de igual modo, o sentimento para que emoções desregradas não nos precipitem nos desvãos passionais em que se aniquilam tantas vidas preciosas.
   Requintamo-nos, como é justo, em assistência dentária na proteção indispensável.
   Empenhemo-nos de semelhante maneira, na triagem do verbo para que a nossa palavra não se faça azorrague de sombra.
   Defendemos o aparelho ocular contra a catarata e o glaucoma. Purifiquemos igualmente o modo de ver. Preservamos o engenho auditivo contra a surdez.
   No mesmo passo, eduquemos o ouvido para que aprendamos a escutar ajudando.
   A Doutrina Espírita é instituto de redenção do ser para a vida triunfante. A morte não existe.
   Somos criaturas eternas. Se o corpo, em verdade, não prescinde de remédio, a alma também.

André Luiz

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Quando os Amores Partem



O que acontece com quem parte ou chega de um aeroporto faz parte de um tipo especial de memória.
Uma memória que parece ter uma persistência maior e uma existência mais viva do que aquela comum, que guarda o cotidiano e a rotina.
Estas as primeiras palavras da apresentadora de um programa televisivo muito singular, que descobre histórias e mais histórias, nos portões de chegada e partida de um aeroporto brasileiro.
Um desses relatos é de uma mãe, entre lágrimas, despedindo-se da filha, que passaria cerca de um ano estudando uma língua estrangeira num país distante.
Aquela senhora, muito simples, trazia um misto de alegria e saudade, pois se tratava de uma grande conquista da filha, pela qual havia trabalhado muito tempo para conseguir.
Narrou que nunca teve condições de sequer realizar os estudos regulares, mas que sua felicidade estava em ver o sucesso da filha.
A apresentadora, percebendo a dor que há em toda separação, disse: A senhora já está com a dor da saudade, eu percebo, mas ao mesmo tempo não dá alegria ver o filho conseguindo tudo isso?
Ela respondeu que sim, melhorando o semblante, e que a filha merecia tudo de bom que estava lhe acontecendo.
A alegria pareceu consolar a saudade naquele instante.
*   *   *
Retiramos deste relato uma reflexão principal.
Nesse mundo de chegadas e partidas constantes, será que não conseguimos enxergar a morte através dessa nova lente?
Será que não podemos entender que cada um tem seu tempo aqui, mas que terá outros afazeres, objetivos e etapas em outros lugares?
Tenhamos em mente essa figura, do filho que viaja para construir parte de sua vida em outro lugar, que parte para aprender e viver novas experiências.
O quanto ele sairá melhor dessa vivência nova!
O amor apego precisa começar a ser substituído pelo amor libertador, que pensa sempre no melhor para o outro, em primeiro lugar, antes de pensar no que é melhor e mais cômodo para si.
A dor da saudade é real e saudável, quando não nos tira do prumo, obviamente.
Na Espiritualidade, seja onde estivermos, não perderemos contato com nossos amores. A lei de afinidade entre as almas permite que nos encontremos aqui e ali, sem nunca perder esse vínculo poderoso que criamos.
*   *   *
Prosseguem vivendo aqueles a quem amas.
Aguarda um pouco, enquanto, orando, a prece te luarize a alma e os envolvas no rumo por onde seguem.
Esforça-te por encontrar a resignação. O amor vence, quando verdadeiro, qualquer distância, e é ponte entre abismos, encurtando caminhos.
Da mesma forma que anelas por volver a senti-los, a falar-lhes, a ouvi-los, eles também o desejam.
Necessitam, porém, evoluir, quanto tu próprio.
Se te prendes a eles demoradamente ou os encarceras no egoísmo, desejando continuar uma etapa que ora se encerrou, não os fruirás, porque estarão na retaguarda.
Libertando-os, eles prosseguirão contigo, preparar-te-ão o reencontro, aguardar-te-ão...
Não penses mais em termos de "adeus" e, sim, em expressões de "até logo mais".

Redação do Momento Espírita, com base no cap. 56, do
livro 
Sementes de vida eterna, pelo Espírito Joanna de
Ângelis, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. Leal.
Em 25.2.2013.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Transformando a Terra em Jardim




No mundo existem pessoas que alardeiam o que irão fazer e nem sempre o fazem. E outras que simplesmente agem, de forma silenciosa.
Essas são realmente as pessoas operosas e que são úteis à Humanidade, ao planeta.
Recordamos de um empresário bem sucedido, baiano, que adotou o Rio de Janeiro como seu segundo lar, por conta da beleza deslumbrante que o impressionou, quando de uma visita, ainda na juventude.
Por ter nascido no meio rural, convivido com a natureza, incorporou o hábito de separar sementes e mudas e plantá-las onde pudessem crescer livremente.
Tornou-se um autodidata da botânica e sua esposa, Satica, filha de imigrantes japoneses, a ele se aliou.
Em 1993, o casal iniciou o plantio de mudas próprias da mata atlântica, no costão leste do Pão de Açúcar, tendo em vista a carência de vegetação nesse local.
No entanto, não bastava plantar. Era necessária a manutenção. E o casal, então, subia e descia o morro, incansavelmente, retirando o insistente capim colonião, que brotava entre as lascas de pedra, de difícil manejo.
Também carregando água, a fim de garantir a sobrevivência das mudas, principalmente em épocas de estiagem.
Sete anos depois, foi a vez do morro Cara de Cão, um acidente geográfico incluído em área de proteção ambiental.
O senhor Nóbile Bulhões e a esposa deram início ao plantio, recuperando espaços degradados e colocando, no lugar de touceiras de capim, árvores que trariam mais alegria à natureza, flores e frutos.
Em dezenove anos, foram plantadas mais de doze mil mudas de pau-brasil, ipê, jequitibá, jatobá, pitomba.
No Pão de Açúcar já se transformaram em árvores frondosas, que trazem sombra, ar puro e paz para os animais locais.
Nóbile lembra que, ao chegar com as primeiras mudas de pau-brasil, foi interpelado por um policial que duvidava que ele e a esposa conseguissem êxito na sua empreitada.
Não cresce nada nesta pedra. Só capim, disse o policial.
Mas Nóbile rebateu: Se eu consegui plantar no sertão, consigo aqui também.
Sua tenacidade venceu.
Hoje, aos setenta e cinco anos, ao lado da esposa de setenta, ao contemplar seu trabalho de formiguinha, afirma, com voz pausada e bem educado: Somos apenas voluntários, cuja recompensa é vermos o fruto de nosso trabalho florescer.
Já pudemos presenciar várias árvores floridas e outras cheias de frutos, que alimentam pássaros. A nossa alegria é termos a certeza de que contribuímos um pouquinho para a natureza do nosso planeta.
*   *   *
Miremo-nos neste exemplo; um trabalho voluntário, quase anônimo, que começava antes de o dia clarear e só acabava à noite.
E continua até hoje.
Pensemos em como podemos auxiliar nosso planeta a ser um lugar melhor para hoje e para o futuro, fisicamente falando.
Um mundo sustentável, de ar puro, mata abundante, praias limpas.
Pensemos nisso e coloquemos mãos à obra.

Redação do Momento Espírita, com base em dados biográficos de
Nóbile Bulhões e no artigo 
Senhores do dedo verde, de Mariana
Sgarioni, de 
Seleções Reader´s Digest, de agosto 2012.
Em 14.2.2013.

Seja Inteiro no que Importa

A gente pode morar numa casa mais ou menos, numa rua mais ou menos, numa cidade mais ou menos, e até ter um governo mais ou menos.  A gen...