segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

O Chá da Meia-Noite


Acontece algumas vezes comigo:
Aplico o passe magnético em moribundos. Pouco depois, exalam a último suspiro.

Acontece algumas vezes comigo:
Aplico o passe magnético em moribundos. Pouco depois, exalam a último suspiro. Pois é! Morrem!

Companheiros dizem que meu passe é “o chá da meia noite” – remete o degustador para o Além.

– Se eu estiver mal, não chamem o Richard! – advertem.

Brincadeiras à parte, há a velha questão, envolvendo o doente terminal, convocado às etéreas plagas, bilhete em mãos, pronto para o embarque.

É possível apressar a partida, usando recursos como o passe magnético?
O folclore do sertão nos diz que sim, apresentando-nos a figura do “ajudador”.

Trata-se de alguém especializado na “incelência”, o empenho de convencer o moribundo a soltar-se.

O “ajudador” emprega, em seu mister, cantos, ritos e rezas especiais.
O passe magnético, aplicado em clima de contrição, com evocação da proteção divina, é eficiente “incelência”, a favorecer a ação de benfeitores espirituais que assistem os desencarnantes.

Geralmente, o paciente terminal tende a agarrar-se ao corpo depauperado, prolongando a agonia. Devemos conversar com ele, ao aplicarmos o magnetismo, procurando faze-lo sentir que não está só, que há o amparo espiritual, que seus sofrimentos terão fim, que a vida continua...

Na medida em que consigamos dar-lhe alguma segurança, ele se soltará mais facilmente, e o desencarne acontecerá sem delongas, facilitando a ação dos benfeitores espirituais.

O problema maior dos que partem são os que ficam. Os familiares, não raro em desespero, cercam o leito, em ardentes orações, implorando a complacência divina. Não conseguem encarar a separação. Em nenhuma outra situação se evidenciam, de forma tão dramática, nossas velhas tendências egocêntricas. Todos pensam em si, na sua perda pessoal.
Esquecem o enfermo, em quem pesam os anos e as dores, para o qual a morte será abençoada libertação. Produzem a chamada “teia de retenção”. Sustentam, magneticamente, com sua inconformação, o moribundo. Não evitam a morte. Prolongam a agonia.

O paciente, que poderia libertar-se em alguns minutos, levará horas, ou dias, em sofrimentos desnecessários. Há exemplos variados, envolvendo pessoas ilustres. Não obstante seu valor, experimentam agonia prolongada, em face da “teia de retenção”, sustentada por milhares de beneficiários de sua generosidade. Isso porque eles não conseguem encarar com serenidade o retorno do benfeitor à vida espiritual.

Nesses casos, os “ajudadores” do Além costumam usar interessante recurso:
Promovem, com passes magnéticos, uma recuperação artificial do paciente. Melhora, recobra a lucidez, revela promissora recuperação.
Os retentores suspiram, aliviados, relaxam, vão descansar… Os mentores espirituais aproveitam a pausa na “teia de retenção”, e em breves momentos o moribundo exala o último suspiro. Muitos se revoltam:
– Pensávamos que Deus ouvira nossas orações! Ele nos enganou…
Certa feita, conversei com um médico, pertencente à equipe dos “anjos do asfalto”, que atende acidentados, na Via Dutra, eixo Rio-São Paulo.
Comentou que são comuns ocorrências dessa natureza. O paciente com traumatismo craniano, “mais para lá do que para cá”, resiste enquanto há familiares e amigos por perto, em correntes de oração, a vibrarem em favor de sua recuperação.

Com o passar do tempo, o pessoal vai se afastando. Ficam apenas os mais chegados. De repente, o paciente parece melhorar. Os familiares respiram, aliviados, relaxando a vigília. Então ocorre a morte. Essa situação repete-se com tanta freqüência que o povo costuma dizer:
– Foi a melhora da morte. Melhorou para morrer!

Isso mesmo!
Melhorou para afastar familiares que estavam retardando o passageiro do Além.

Com a Doutrina Espírita aprendemos ser “ajudadores”, jamais “retentores”. Exercitamos a “incelência” ideal, que nos habilita a enfrentar com serenidade os desafios da Terra e as dúvidas do Além:

A oração e a submissão à vontade de Deus.

Livro: Para Rir e Refletir
Autor: Richard Simonetti

sábado, 29 de janeiro de 2011

Primeiro Ano Do Blog


Hoje a postagem é de agradecimento à todos vocês.
Hoje 29 de Janeiro faz 1 ano que criei esse blog. Quando eu o criei não sabia se alguém iria lê-lo ou até mesmo se ele continuaria, pois sou uma pessoa impaciente e se não vejo resultados..., logo desisto, então ele era um desafio para mim.
Com o tempo fui me inteirando desse mundo dos blogs, fui fazendo amizades, aprendendo, ensinando, trocando experiências...
Hoje quando o Bate Papo faz 1 ano de vida vejo que ganhei muito e se ajudei alguém com os textos postados aqui, já me sinto feliz.
Quero de coração agradecer a cada um dos meus seguidores e a todos que lêem ou leram alguns dos textos aqui postados.
Aprendi tanto com cada um de vocês!
A cada comentário, lendo os outros blogs, foram tantas lições que não da para inúmera-las todas, mas algumas sim.
As lições mais importantes para mim foram:

  1. Ter paciência e não desistir
  2. Se mostrar, mostrar seus sentimentos, não é feio
  3. Demonstrar o que realmente me faz feliz e meus sentimentos não é vergonha
Enfim, gostei tanto de blog que acabei criando outros 3, cada um mostra um pouco de mim.
Espelho de Minh'Alma, trata da minha paixão pela literatura, poemas, poesias, textos que me tocaram de alguma forma e meus, que pela primeira vez tive coragem de mostra-los
Revirando o Baú Musical, trata da minha paixão pela música, paixão essa que divido com minha filha assim como o blog.
Cozinhe e Brinque é o mais novo, outra paixão, a de cozinhar, pois me realizo quando cozinho e vejo um sorriso no rosto de quem come.
A um ano atrás eu estava sentada na frente do computador e pensando se valia a pena me arriscar, ainda bem que me arrisquei, que enfrentei meu medo, pois só enfrentando nossos medos evoluímos, e eu evolui um pouquinho e pretendo continuar evoluindo, aprendendo, dividindo e papeando com vocês.
Como tudo em nossas vidas sempre existem pessoas que nos incentivam e nos marcam e aqui quero agradecer em primeiro lugar à Deus por tudo de bom que ele me proporciona, a meu marido que sempre me incentiva, a Jeanne, a Lucinha e a Valéria, todas elas com seus blogs me ajudaram muito.Meninas tenham certeza que cada uma de vocês fazem parte dessa história com um capítulo próprio para cada uma de vocês.
E a todos que seguem ou somente lêem, meu muito obrigado de coração, hoje a festa é nossa!

Pris Benedetti

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

O Homem De Bem


           O verdadeiro homem de bem é aquele que pratica a lei de justiça, de amor e caridade, na sua maior pureza. Se interroga a sua consciência sobre os próprios atos, pergunta se não violou essa lei, se não cometeu o mal, se fez todo o bem que podia, se não deixou escapar voluntariamente uma ocasião de ser útil, se ninguém tem do que se queixar dele, enfim, se fez aos outros aquilo que queria que os outros fizessem por ele.
            Tem fé em Deus, na sua bondade, na sua justiça e na sua sabedoria; sabe que nada acontece sem a sua permissão, e submete-se em todas as coisas à sua vontade.
            Tem fé no futuro, e por isso coloca os bens espirituais acima dos bens temporais.
            Sabe que todas as vicissitudes da vida, todas as dores, todas as decepções, são provas ou expiações, e as aceita sem murmurar.
            O homem possuído pelo sentimento de caridade e de amor ao próximo faz o bem pelo bem, sem esperar recompensa, paga o mal com o bem, toma a defesa do fraco contra o forte e sacrifica sempre o seu interesse à justiça.
            Encontra usa satisfação nos benefícios que distribui, nos serviços que presta, nas venturas que promove, nas lágrimas que faz secar, nas consolações que leva aos aflitos. Seu primeiro impulso é o de pensar nos outros., antes que em si mesmo, de tratar dos interesses dos outros, antes que dos seus. O egoísta, ao contrário, calcula os proveitos e as perdas de cada ação generosa.
            É bom, humano e benevolente para com todos, sem distinção de raças nem de crenças, porque vê todos os homens como irmãos.
            Respeita nos outros todas as convicções sinceras, e não lança o anátema aos que não pensam como ele.
            Em todas as circunstâncias, a caridade é o seu guia. Considera que aquele que prejudica os outros com palavras maldosas, que fere a suscetibilidade alheia com o seu orgulho e o seu desdém, que não recua à idéia de causar um sofrimento, uma contrariedade, ainda que ligeira, quando a pode evitar, falta ao dever do amor ao próximo e não merece a clemência do Senhor.
            Não tem ódio nem rancor, nem desejos de vingança. A exemplo de Jesus, perdoa e esquece as ofensas, e não se lembra senão dos benefícios. Porque sabe que será perdoado, conforme houver perdoado.
            É indulgente para as fraquezas alheias, porque sabe que ele mesmo tem necessidade de indulgência, e se lembra destas palavras do Cristo: “Aquele que está sem pecado atire a primeira pedra”.
            Não se compraz em procurar os defeitos dos outros, nem a pô-los em evidência. Se a necessidade o obriga a isso, procura sempre o bem que pode atenuar o mal.
            Estuda as suas próprias imperfeições, e trabalha sem cessar em combatê-las. Todos os seus esforços tendem a permitir-lhe dizer, amanhã, que traz em si alguma coisa melhor do que na véspera.
            Não tenta fazer valer o seu espírito, nem os seus talentos, às expensas dos outros. Pelo contrário, aproveita todas as ocasiões para fazer ressaltar a vantagens dos outros.
            Não se envaidece em nada com a sua sorte, nem com os seus predicados pessoais, porque sabe que tudo quanto lhe foi dado pode ser retirado.
            Usa mas não abusa dos bens que lhe são concedidos, porque sabe tratar-se de um depósito, do qual deverá prestar contas, e que o emprego mais prejudicial para si mesmo, que poderá lhes dar, é pô-los ao serviço da satisfação de suas paixões.
            Se nas relações sociais, alguns homens se encontram na sua dependência, trata-os com bondade e benevolência, porque são seus iguais perante Deus. Usa sua autoridade para erguer-lhes a moral, e não para os esmagar com o seu orgulho, e evita tudo quanto poderia tornar mais penosa a sua posição subalterna.
            O subordinado, por sua vez, compreende os deveres da sua posição, e tem o escrúpulo de procurar cumpri-los conscientemente. (Ver cap.XVII, nº 9)
            O homem de bem, enfim, respeita nos seus semelhantes todos os direitos que lhes são assegurados pelas leis da natureza, como desejaria que os seus fossem respeitados.
            Esta não é a relação completa das qualidades que distinguem o homem de bem, mas quem quer que se esforce para possuí-las, estará no caminho que conduz às demais.

Evangelho Segundo o Espiritismo- Cap 17- Sede Perfeitos

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Credores No Lar

    
         No devotamento dos pais, todos os filhos são jóias de luz, entretanto, para que compreendas certos antagonismos que te afligem no lar, é preciso saibas que, entre os filhos-companheiros que te apóiam a alma, surgem os filhos-credores, alcançando-te a vida, por instrutores de feição diferente.
         Subtraindo-te os choques de caráter negativo, no reencontro, preceitua a eterna bondade da Justiça Divina que a reencarnação funcione, reconduzindo-os à tua presença, através do berço. É por isso que, a princípio, não ombreiam contigo, em casa, como de igual para igual, porquanto reaparecem humildes e pequeninos.
         Chegam frágeis e emudecidos, para que lhes ensines a palavra de apaziguamento e brandura.
         Não te rogam liquidação de débitos, na intimidade do gabinete, e sim procuram-te o colo para nova fase de entendimento.
         Respiram-te o hálito e escoram-te em tuas mãos, instalando-se em teus passos, para a transfiguração do próprio destino.
         Embora desarmados, controlam-te os sentimentos.
         Não obstante dependerem de ti, alteram-te as decisões com simples olhar.
         De doces numes de carinho, passam, com o tempo, à condição de examinadores constantes de tua estrada.
         Governam-te os impulsos, fiscalizam-te os gestos, observam-te as companhias e exigem-te as horas.
         Reaprendem na escola do mundo com o teu amparo, todavia, à medida que se desenvolvem no conhecimento superior, transformam-se em inspetores intransigentes do teu grau de instrução.
         Muitas vezes choras e sofres, tentando adivinhar-lhes os pensamentos para que te percebam os testemunhos de amor.
         Calas os próprios sonhos, para que os sonhos deles se realizem.
         Apagas-te, a pouco e pouco, para que fuljam em teu lugar.
         Recebes todas as dores que te impõem à alma, com sorrisos nos lábios, conquanto te amarfanhem o coração.
         E nunca possuis o bastante para abrilhantar-lhes a existência, de vez que tudo lhes dá de ti mesmo, sem faturas de serviço e notas de pagamento.
         Quanto te vejas, diante dos filhos crescidos e lúcidos, erguidos à condição de dolorosos problemas de espírito, recorda que eles são credores do passado a te pedirem o resgate de velhas contas.
         Busca auxiliá-los e sustentá-los com abnegação e ternura, ainda que isso te custe todos os sacrifícios, porque, no justo instante em que a consciência te afirme tudo haveres efetuado para enriquecê-los de educação e trabalho, dignidade e alegria, terás conquistado em silêncio, o luminoso certificado de tua própria libertação.
Emmanuel
(extraído do livro "Livro da Esperança" - Francisco C. Xavier - pg. 38 - 2ª ed. CEC)


"Honrai vosso pai e vossa mãe..." - Jesus - (Mateus 19:19)

"Honrar a seu pai e sua mãe não consiste apenas em respeitá-los; 
é também assistí-los na necessidade; é proporcionar-lhes repouso  na velhice; é cercá-los de cuidados como eles fizeram conosco  na infância." - Cap. XIV, 3. - Evangelho Segundo o Espiritismo


sábado, 22 de janeiro de 2011

A Glória do Esforço


Toda vez que as lições do doce Rabi da Galileia são colocadas na pauta das reflexões humanas, os comentários que se ouvem, a respeito de sua inadequação à vida atual, são muitos.
Falam que é quase impossível praticar as lições da Boa Nova neste mundo avesso à bondade, à renúncia e ao perdão. Neste mundo em que o que vale é a conta bancária polpuda, roupas caras, o último modelo do carro.
A maioria das criaturas vive na indiferença e no endurecimento.
A respeito de tais questões, conta-se que, em tempos antigos, existiu um grande artista que se especializou na harpa.
Tamanha era a perfeição com que executava as peças musicais que pessoas importantes vinham de longe para ouvi-lo.
Senhores de terras estranhas vinham até sua moradia, em caravanas, somente para escutar as suas sublimes execuções.
Graças a isso, o mestre da harpa fez fama e fortuna. Comentava-se que não havia ninguém na Terra que o pudesse igualar na expressão musical.
Esse músico possuía um escravo para seu serviço pessoal. Era ele quem servia água, frutas e doces aos convidados. Com uma aparência um tanto tola, nunca conversava.
A harpa do seu amo, contudo, o atraía e, por vezes, ele olhava fascinado para as mãos do artista dedilhando o instrumento, em quase adoração.
Certa noite, o artista voltou para casa bem mais cedo do esperado. Ao adentrar nos jardins percebeu que uma melodia celeste estava no ar.
Alguém tocava de forma magistral na casa solitária. O artista se comoveu. Quem seria o estrangeiro que lhe tomara o lugar?
Ou quem sabe seria um anjo exilado na Terra que assim expressava sua grandeza através das notas musicais?
Sensibilizado por pressentir a existência de alguém com ideal artístico muito superior ao seu, avançou devagar para não ser percebido.
Qual não foi a sua surpresa ao verificar que o harpista maravilhoso era o seu velho escravo tolo. Usando os minutos que lhe pertenciam por direito, sem incomodar ninguém, ele exercitava as lições do seu senhor há muito tempo.
O artista generoso e famoso decidiu libertar o escravo, conferindo-lhe posição ao seu lado, nas apresentações musicais, dali por diante.
*   *   *
A aquisição de qualidades nobres se dá pelo esforço, da mesma forma que pelo exercício se adquire maestria em uma arte.
Toda criatura que utilizar as horas que dispõe na harpa da vida, com sabedoria, depressa absorverá a grandeza e a sublimidade de que falam os Evangelhos e se tornará um representante dos céus, perante os seus irmãos na Terra.
*   *   *
O tesouro das horas é distribuído de forma generosa a todos. Cada um faz dele o que bem entende.
Quem trabalha somente pela paga que recebe, quem não aproveita a oportunidade das horas para crescimento pessoal, de verdade nada terá além do salário do mundo.
Investir em si mesmo, na sua reforma pessoal, interessar-se pelos outros e se doar é condição que todos podemos desfrutar.

Redação do Momento Espírita, com base no cap. 43 do livro Jesus no lar, pelo Espírito Néio Lúcio, psicografia de Francisco Cândido Xavier, ed. Feb.
Em 21.01.2011.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

O Buraco


1.
Ando pela rua.
Há um buraco fundo na calçada.
Eu caio...
Estou perdido... Sem esperança.
Não é culpa minha.
Leva uma eternidade para encontrar a saída.

2.
Ando pela mesma rua.
Há um buraco fundo na calçada.
Mas finjo não vê-lo.
Caio nele de novo.
Não posso acreditar que estou no mesmo lugar.
Mas não é culpa minha.
Ainda assim leva um tempão para sair.
3.
Ando pela mesma rua.
Há um buraco fundo na calçada.
Vejo que ele ali está.
Ainda assim caio... É um hábito.
Meus olhos se abrem.
Sei onde estou.
É minha culpa.
Saio imediatamente.
4.
Ando pela mesma rua.
Há um buraco fundo na calçada.
Dou a volta.
5.
Ando por outra rua.

Texto extraído de O Livro Tibetano do Viver e do Morrer, de Sogyal Rinpoche (Ed. Talento/Palas Athena)

Infelizmente muita gente prefere continuar caindo no mesmo buraco. Às vezes desenvolve até um prazer mórbido nisso, como uma forma de chamar a atenção pra si. Estes já têm sua recompensa. O ruim é quando arrastam outros consigo; outros que não queriam estar nesta situação, mas, por compaixão, dever, necessidade ou pura falta de opção, acabam caindo também. Aí a pessoa gera karma ruim não só para ela, mas cria uma dívida kármica com os outros.
E quando um país inteiro é arrastado para o buraco? É o que chamamos karma coletivo. As necessidades de um (ou vários) se sobrepõem às demais, e num primeiro momento os outros acabam apoiando, por ignorância. As necessidades desse grupo continuam crescendo, e a sociedade faz vista-grossa, afinal estamos todos colhendo benefícios... Logo o apoio se torna incondicional, um hábito. Esse exemplo encaixa perfeitamente no que aconteceu com o nazismo, com o socialismo, mas serve pra outros grupos mais próximos de nosso dia-a-dia.
Resta o consolo de que tudo, por pior que seja, é aprendizado. Ou, como diz aquela música da Alanis Morissete:
Você vive, você aprende,
você ama, você aprende
Você chora, você aprende,
você perde, você aprende
Você sangra, você aprende,
você grita, você aprende
Você se aflige, você aprende,
você se sufoca, você aprende
Você ri, você aprende,
você escolhe, você aprende
Você reza, você aprende,
você pergunta, você aprende
Você vive, você aprende
Quando será que aprenderemos, como país, a dar a volta no buraco e mudar de rua sempre que necessário?
 Fonte: Saindo da Matrix

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Saber Usar é Saber Viver



A importância do consumo consciente da água e seu emprego no Espiritismo

Não é de hoje que ouvimos a expressão “faço porque todos fazem!”. Aliás, nenhum de nós está excluído de tal feito! Mas, o ser humano, ao guiar-se por pensamentos ou atos semelhantes peca, principalmente quando o assunto é ÁGUA. Seu desperdício no Brasil nos leva a uma contradição: possuímos o maior rio do mundo – o Rio Amazonas, com 7.025 km de extensão – e mesmo assim somos despertados frequentemente por anúncios sobre o uso inadequado de água, sua economia e constantes alertas a um possível racionamento. Para se ter idéia do consumo errado que o homem faz de algo tão precisoso, segundo pesquisa do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), realizada em 4.425 cidades, 92% do esgoto produzido no país é lançado nos rios e no mar sem qualquer tratamento – os rios são responsáveis por 51% da utilização de água no país – e 30 milhões de habitantes, dos 150 milhões do Brasil, não recebem água tratada. Só no Estado de São Paulo o uso é de 354 mil litros por segundo, o mesmo gasto por uma família de quatro pessoas durante um ano e meio. O desperdício de água chega a 70% nas residências, onde 78% é “perdido” na hora do banho. Onde vamos parar assim?

Água & Espiritualidade – Para suprir algumas de suas necessidades os homens transformam os recursos naturais presentes no meio ambiente terreno, como vimos acima. Mas o que muitos não percebem é que, tentando alimentar exigências puramente materiais, com banhos demorados, lavagem de quintais e automóveis com quantidade de água desnecessária, ao regar jardins em excesso, entre outras más atitudes, perdem um bem dado pelo plano espiritual com a finalidade pura de evolução, responsabilidade e consciência, além de cuidado, já que a água é responsável direta pela hidratação do organismo, constituindo 65% do corpo.

Em O Livro dos Espíritos, Allan Kardec explica que o planeta produz bastante para oferecer o necessário às pessoas, porém, elas não sabem contentar-se com o que possui. “Se a Terra não cumpre todas as necessidades é porque o homem emprega no supérfluo o que se destina ao necessário. Quando metade dos produtos é desperdiçada na satisfação de fantasias, deve ele se admirar de nada encontrar no dia seguinte e tem razão de se lastimar por se achar desprevenido quando chega o tempo de escassez? Na verdade eu vos digo que não é a Natureza a imprevidente, mas o homem que não sabe regular-se”. E ainda completa: “A natureza não pode ser responsável pelos vícios de organização social, nem pelas consequências da ambição e do amor-próprio”, esclarece o autor. Cabe ao ser encarnado praticar as leis de generosidade e amor ao próximo, como ensina a doutrina espírita. Refletir nos próprios atos é pensar em um futuro espiritualmente elevado para as sociedades.

Além dos benefícios já conhecidos da água, o plano espiritual a utiliza para alguns fins, entre eles, a fluidificação, ou seja, sua magnetização com energias positivas e regenerativas. Água fluída ou fluidificada é um recurso frequentemente utilizado em casas espíritas para complementar o tratamento dos passes. A fluidificação é feita pelo envio de fluidos doados pelos planos espirituais, auxiliando no equilíbrio do corpo físico e espiritual de quem ingeri-la. Em A Gênese, Allan Kardec também afirma que “a água pode adquirir qualidades poderosas e efetivas, sob a ação do fluido espiritual ou magnético, ao qual elas servem de veículo”.

O fator moral é o que guia nossas atitudes. Quando elevado, auxilia a circulação de bens, inclusive os materiais, para a subsistência física e espiritual. Tenhamos consciência e refletamos sobre as Leis Morais para utilizarmos melhor os recursos que a divindade nos empresta cada segundo para auxiliar a nossa evolução!


Algumas dicas conscientes!

* Feche a torneira enquanto escova os dentes, faz a barba, ensaboa as mãos e lava a louça.

* Não tome banhos demorados. Tente limitá-lo em 6 minutos. Desligue o chuveiro enquanto se ensaboa e só o ligue depois de tirar toda a roupa.

* A válvula do vaso sanitário gasta muita água em um único aperto. Não a acione à toa e aperte somente o tempo necessário, além de mantê-la regulada.

* Deixe a roupa acumular e lave tudo de uma vez.

* Não use sabão em excesso para evitar maior número de enxágües.

* Conserte vazamentos o quanto antes.

* Quando for limpar o aquário, aproveite a água para regar as plantas. Ela está enriquecida com nitrogênio e fósforo, o que as faz muito bem.


MICHELE LOPES

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

A Regra De Ouro



Imagine um grande empresário que além de ser um homem de sucesso também fosse um visionário. Imagine que este homem, mundialmente conhecido, resolvesse pesquisar o porquê do sucesso, isto é, resolvesse pesquisar qual seria a razão de determinadas pessoas destacaram-se pessoal e profissionalmente enquanto outras ficam à margem da sociedade.

Imagine ainda que, para conseguir tal intento, este empresário financiasse todas as despesas desta pesquisa durante 25 anos. Durante 25 anos ( um quarto de século! ) seriam entrevistadas pessoas de sucesso. Durante 25 anos seriam catalogadas e pesquisadas as respostas destas pessoas para se chegar a um denominador comum.

Se tal ocorresse, seria uma pesquisa seríssima. E o resultado desta pesquisa deveria ser leitura e estudo obrigatório de todas as pessoas e de todas as escolas.

Mas será que existiu um empresário com tal disposição e visão de futuro?

Existiu.

Seu nome: Andrew Carnegie. Um dos propulsores do progresso dos Estados Unidos da América do Norte. Um legendário homem de negócios.

Andrew Carnegie financiou esta pesquisa e colocou à frente da mesma uma pessoa cujos estudos tornaram-na também legendária. Um nome respeitado por todos os consultores e pessoal ligado a treinamento e desenvolvimento humano: Napoleon Hill.

Napoleon Hill em seu livro “A Lei do Triunfo” ( Editora José Olympio ) ensina-nos em, 16 lições, como ser um homem de sucesso. Uma destas lições é denominada por ele de REGRA DE OURO e, conforme palavras do próprio, deve ser a base de toda conduta humana.

Qual é a regra de ouro?

“NUNCA FAREI AOS OUTROS AQUILO QUE NÃO DESEJARIA QUE ME FIZESSEM”.

Decepcionou-se? Esperava mais que isto? Mas, creia, aí está o princípio dos princípios. Aí está a base real das pessoas que realmente são um sucesso. Esta regra funciona como uma alavanca mágica. Aplique-a e se surpreenderá pelos resultados alcançados.

Como aplicar a regra de ouro?
Usemos da empatia. Isto é, antes de falarmos ou agirmos, coloquemo-nos no lugar do próximo. Criemos o hábito de colocarmo-nos no lugar do próximo e, então, ficará fácil aplicar a regra de ouro.


Do livro “Viver Bem É Simples, Nós É Que Complicamos”, Alkíndar de Oliveira, Editora Didier

sábado, 8 de janeiro de 2011

Onde Está sua Vibração?


Somos energia, energia vibra, somos seres vibracionais.
Vibramos numa freqüência, na freqüência dos nossos pensamentos e sentimentos.
Quando sintonizamos um rádio escolhemos o estilo de música que desejamos ouvir.
Na nossa vida acontece o mesmo. Pensamos, sentimos, sintonizamos.
Se você deseja uma coisa precisa estar sintonizado com ela para que ela se manifeste.
Digamos que você deseja ter dinheiro suficiente para ter o que quiser, se vive preocupado com a falta do dinheiro ou medo de não consegui-lo, onde está sua vibração?
Na abundância ou na falta?
Deseja um relacionamento harmonioso, e está sempre criticando e reclamando do seu (a) companheiro (a)... onde está sua vibração? Na harmonia ou no conflito?
Quando pensamos nisso nos vem à mente como mudar a vibração, se eu não tenho dinheiro mesmo, e meu (a) companheiro (a) não coopera??? Vou mentir? Não consigo.
Não vamos mentir. Mas vamos resolver escolher outra situação, parando de doar energia para uma situação desagradável, e doando para uma situação da nossa escolha.
Nossa vida é nossa responsabilidade, ninguém faz nada que nos prejudique, magoe, entristeça se nós não permitirmos.
Imagine um vasinho com uma planta saudável, vamos fazer de conta que você não quer mais esta planta, deseja outra. Se você deixá-la de lado, sem regar, sem cuidados,  ela vai murchar e morrer, não é? E plantando uma nova semente, você terá que esperar a semente germinar, e isso leva um tempo também, não é?
É preciso ter em mente que o fato de não ver o broto não quer dizer que a semente não esteja germinando, e também é preciso deixar de regar a planta indesejada, do contrário ela não murchará.
A mudança é assim, lenta (se levarmos em conta como somos imediatistas) mas segura, porque quando o broto aparece ele logo cresce e frutifica, é um tempo bem investido.
Estamos sempre criando a nossa realidade, a questão é se queremos criar inconscientemente ou deliberadamente, ou seja, conscientemente.
Decidir que música desejamos ouvir é mais agradável que ouvir qualquer música que esteja tocando, ou ouvir a mesma durante toda a vida, não acha?
Sintonize-se, cuide dos seus pensamentos, dos seus sentimentos, cuide-se.
 -  Mônica Turolla -

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Fé, Mãe da Esperança e da Caridade


A fé, para ser proveitosa, deve ser ativa; não pode adormecer. Mãe de todas as virtudes que conduzem a Deus, deve velar atentamente pelo desenvolvimento das suas próprias filhas.
A esperança e a caridade são uma conseqüência da fé. Essas três virtudes formam uma trindade inseparável. Não é a fé que  sustenta a esperança de se verem cumpridas as promessas do Senhor; porque, se não tiverdes fé, que esperareis? Não é a fé que vos dá o amor? Pois,se não tiverdes fé, que reconhecimento tereis, e por conseguinte, que amor?
A fé, divina inspiração de Deus, desperta todos os sentimentos que conduzem o homem ao bem: é à base da regeneração. É, pois, necessário que essa base seja forte e durável, pois se a menor dúvida puder abafá-la, que será do edifício que construístes sobre ela? Erguei, portanto, esse edifício, sobre alicerces inabaláveis. Que a vossa fé seja mais forte que os sofismas e as zombarias dos incrédulos, pois a fé que não desafia o ridículo dos homens, não é a verdadeira fé.
A fé sincera é dominadora e contagiosa. Comunica-se aos que não a possuíam, e nem mesmo desejariam possuí-la; encontra palavras persuasivas, que penetram na alma, enquanto a fé aparente só tem palavras sonoras, que produzem o frio e a indiferença. Pregai pelo exemplo da vossa fé, para transmiti-la aos homens; pregai pelo exemplo das vossas obras, para que vejam o mérito da fé; pregai pela vossa inabalável esperança, para que vejam a confiança que fortifica e estimula a enfrentar todas as vicissitudes da vida.
Tende, portanto, a verdadeira fé, na plenitude da sua beleza e da sua bondade, na sua pureza e na sua racionalidade. Não aceiteis a fé sem comprovação, essa filha cega da cegueira. Amai a Deus, mas sabei porque o amais. Crede nas suas promessas, mas sabei por que o fazeis. Segui os nossos conselhos, mas conscientes dos fins que vos propomos e dos meios que vos indicamos para atingi-los. Crede e esperai, sem fraquejar; os milagres são produzidos pela fé.
JOSÉ
Espírito Protetor, Bordeaux, 1862
Fonte: Evangelho Segundo o Espiritismo/ Cap- 19- Instruções  Dos Espirítos

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

A Escravidão Psicológica


“A escravidão psicológica destrói a convivência. Depender psicologicamente de alguém é escravidão. 
Se nossa maneira de pensar, sentir e obrar depende da maneira de pensar, sentir e obrar daquelas pessoas que convivem conosco, então estamos escravizados. 

Constantemente, recebemos cartas de muita gente desejosa de dissolver o eu, porém queixam-se da mulher, dos filhos, do irmão, da família, do marido, do patrão, etc. Essas pessoas exigem condições para dissolver o eu. 
Querem comodidades para aniquilar o Ego, reclamam magnífica conduta daqueles que com eles convivem. 
O mais gracioso de tudo isto é que essas pobres pessoas buscam as mais variadas evasivas: querem fugir, abandonar o lar, o trabalho, etc. - dizem que - para se realizarem a fundo. 

Pobre gente... seus adorados tormentos são seus amos. Naturalmente, essas pessoas não aprenderam a ser livres, sua conduta depende da conduta alheia. 

Se quisermos seguir a senda da castidade e aspiramos a que primeiro a mulher seja casta, então estamos fracassados. 
Se queremos deixar de ser bêbados, porem nos afligimos quando nos oferecem o copo, por causa daquilo que dirão ou porque a recusa possa incomodar nossos amigos, então jamais deixaremos de ser bêbados. 
Se queremos deixar de ser coléricos, irascíveis, iracundos, furiosos, porém como primeira condição exigimos que aqueles que convivem conosco sejam amáveis e serenos e que nada façam que nos irrite, estamos bem fracassados, sim, porque eles não são santos e a qualquer momento acabarão com as nossas boas intenções. 

Se queremos dissolver o eu, precisamos ser livres. 
Quem depender da conduta alheia não poderá dissolver o eu. 
Temos de ter nossa própria conduta e não depender de ninguém. 

Nossos pensamentos, sentimentos e ações devem fluir independentemente de dentro para fora. 
As piores dificuldades nos oferecem as melhores oportunidades. 

No passado, existiram sábios rodeados de todo tipo de comodidade; sem dificuldades de espécie alguma. 
Esses sábios querendo aniquilar o eu, tiveram de criar situações difíceis para si mesmos. 
Nas situações difíceis, temos oportunidades formidáveis para estudar nossos impulsos internos e externos, nossos pensamentos, sentimentos, ações, nossas reações, volições, etc. 

A convivência é um espelho de corpo inteiro onde nos podemos ver tal como somos e não como aparentemente somos. 
A convivência é uma maravilha. Se estivermos bem atentos, poderemos descobrir a cada instante nossos defeitos mais secretos. Eles afloram, saltam fora, quando menos esperamos. 

Conhecemos muitas pessoas que diziam: Eu não tenho mais ira... e à menor provocação trovejavam e faiscavam. 
Outros dizem: Eu não sinto mais ciúmes - porém basta um sorriso do cônjuge a qualquer vizinho ou vizinha para os seus rostos se tornarem verdes de ciúmes. 
As pessoas protestam contra as dificuldades que a convivência lhes oferece. Não querem se dar conta de que essas dificuldades, precisamente elas, estão lhe brindando todas as oportunidades necessárias para a dissolução do eu. 
A convivência é uma escola formidável. O livro dessa escola tem muitos tomos, o livro dessa escola é o eu. 

Necessitamos ser livres de verdade se é que realmente queremos dissolver o eu. Não é livre quem depende da conduta alheia. 
Só aquele que se faz livre de verdade sabe o que é o amor. O escravo não sabe o que é o verdadeiro amor. 
Se somos escravos do pensar, do sentir e do fazer dos demais, nunca saberemos o que é o amor. 
O amor nasce em nós quando acabamos com a escravidão psicológica. 
Temos de compreender profundamente e em todos os terrenos da mente esse complicado mecanismo da escravidão psicológica. 

Existem muitas formas de escravidão psicológica. É necessário estudar-se todas elas se é que realmente queremos dissolver o eu. 
Existe escravidão psicológica não só no interno como também no externo. Existe a escravidão íntima, a secreta, a oculta, da qual não suspeitamos sequer remotamente. 
O escravo pensa que ama quando na verdade só está temendo. O escravo não sabe o que é o verdadeiro amor. 

A mulher que teme a seu marido pensa que o adora quando na verdade só o está temendo. 
O marido que teme a sua mulher pensa que a ama quando na realidade o que acontece é que a teme. 
Pode ser que tema que se vá com outro, que seu caráter se torne azedo, que o recuse sexualmente, etc. 
O trabalhador que teme ao patrão pensa que o ama, que o respeita, que vela por seus interesses, etc. 
Nenhum escravo psicológico sabe o que é amor; a escravidão psicológica é incompatível com o amor. 

Existem duas espécies de conduta: a primeira é a que vem de fora para dentro e a segunda é a que sai de dentro para fora. 
A primeira é o resultado da escravidão psicológica e se origina por reação. Nos pegam e pegamos, nos insultam e respondemos com grosserias. 
O segundo tipo de conduta é melhor, é o tipo de conduta daquele que já não é escravo, daquele que nada mais tem que ver com o pensar, o sentir e o fazer dos demais. 
Tal tipo de conduta é independente, é conduta reta e justa. 
Se nos pegam, respondemos abençoando. Se nos insultam, guardamos silêncio. 
Se querem nos embriagar, não bebemos ainda que nossos amigos se aborreçam, etc. 

Agora, nossos leitores compreenderão porque a liberdade psicológica traz isso que se chama amor.”
 

Texto retirado do livro “A Revolução da Dialética”: 
Este texto nos fala sobre algumas dificuldades que nós mesmos colocamos em nosso caminho, e que são um sério obstáculo para a mudança interior:

  • Ter um comportamento que depende da vontade dos outros e não de nossos próprios princípios. 
    Ora, se queremos mudar temos que seguir nossos princípios, fazer o que achamos ser o correto. 
    Porém é muito comum que algumas pessoas que vivem ao nosso redor e que não estão interessadas em mudar a si mesmas, incomodem-se quando nós deixamos de ser o que éramos, querem que não mudemos também, que continuemos a ser os mesmos de antes, que voltemos a fazer as mesmas coisas. 
    A nós, como sempre, nos resta escolher entre as duas conhecidas opções: Ser ou não Ser? 
  • Fugir das situações difíceis que ocorrem em nossa vida, e que são importantes para o autoconhecimento e a mudança interior. 
    Este provavelmente seja um dos maiores obstáculos para a mudança interior. 
    Evidentemente ninguém gosta de passar por situações desagradáveis, no entanto são nestas situações em que descobrimos nossos maiores defeitos, os defeitos que precisamos eliminar com maior urgência para elevarmos nosso nível do Ser. 
Se nos habituamos a fugir das situações difíceis seremos sempre escravos psicológicos, e não poderemos provocar em nós mesmos uma verdadeira mudança. 
Ante as situações desagradáveis teremos que escolher entre enfrentar a nós mesmos ou simplesmente fugir de nós mesmos. 
Mais uma vez existem apenas duas opções: Ser ou não Ser. 

Por isso escreveu Nietzsche: “O pior inimigo que você poderá encontrar será sempre você mesmo”.

Seja Inteiro no que Importa

A gente pode morar numa casa mais ou menos, numa rua mais ou menos, numa cidade mais ou menos, e até ter um governo mais ou menos.  A gen...