sábado, 31 de agosto de 2013

O Tornozelo


Ele é a terceira e última articulação maior, que gera a mobilidade entre o pé e o resto da perna. O tornozelo é a articulação da perna que lhe dá a sua fineza de mobilidade, particularmente quando o pé está parado, posicionado no solo, porém também quando está em movimento. É graças a ele que podemos "crescer" sobre os nossos apoios no solo (pés) para avançar melhor e mais rápido. É a outra extremidade da perna. O quadril representa a articulação básica das estruturas e das referências inconscientes da relação, enquanto o tornozelo representa a articulação final e exteriorizada, ou seja, as referências e suportes conscientes das nossas relações com o mundo. Ele representa a articulação das nossas posições, das nossas crenças reconhecidas e estabelecidas em relação aos outros e a nós mesmos. Ele é a "barreira dos nossos critérios quanto à vida" e simboliza, enfim, a projeção da nossa capacidade para "decidir", para dar início às decisões e às mudanças (de posições, de critérios) na nossa vida e para nos envolvermos nas coisas. É a "porta da Implicação" no sentido da decisão. A estabilidade e a mobilidade dos nossos apoios sobre o solo (que simboliza a realidade), assim como a flexibilidade e a desenvoltura deles, dependem dos nossos tornozelos. Eles vão ser, por conseguinte, a projeção fiel da estabilidade, da rigidez ou da flexibilidade das nossas posições e dos nossos critérios quanto à vida.

OS MALES DOS TORNOZELOS

As entorses, as dores e os traumatismos dos tornozelos vão nos falar das nossas dificuldades quanto às relações na medida em que nos falta estabilidade ou flexibilidade no que diz respeito a elas. Eles demonstram que atravessamos uma fase na qual as nossas posições, os nossos critérios quanto à vida, a maneira como nós nos "colocamos" em relação ao outro não nos convêm, não nos satisfazem mais e nós encontramos dificuldade para mudá-las, para "agir". Há falta de flexibilidade ou de desenvoltura, de estabilidade ou de "realismo" nessas posições. Nós nos obrigamos então a fazer uma parada, pois não podemos mais continuar, avançar nessa direção. A posição que temos ou que mantemos não é boa e precisamos mudar de ponto de apoio, de critério – chamado de "objetivo" de referência, ou seja, de crença "exterior", conscientemente admitida e reconhecida. As tensões e os sofrimentos nos tornozelos podem significar também que temos dificuldade para decidir alguma coisa, de tomar uma decisão importante na nossa e pela nossa Vida, provavelmente porque essa decisão possa colocar em questão uma posição atual que nos parece ser satisfatória.

Trecho do Livro "Diga-me onde dói e eu te direi o por que"

Fonte Medicina Tradicional Chinesa - Tiago Mulato.

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

SÍNDROME DO PÂNICO NA VISÃO ESPÍRITA - Divaldo Franco



Outro distúrbio que tem atingido níveis alarmantes é a síndrome do pânico. Qual a explicação que o Espiritismo oferece para esse transtorno?

Divaldo Franco: (...) O nome pânico vem do deus Pan, que na tradição grega apresenta-se com metade do corpo com forma humana e a outra com modulagem caprina. O deus Pan era guardador das montanhas da Arcádia e, quando alguém adentrava nos seus domínios, ele aparecia, produzindo no visitante o estado de pânico, palavra essa derivada do seu nome. Portanto, é um distúrbio muito antigo.

Invariavelmente a psicogênese do ponto de vista espírita encontra-se na consciência de culpa do paciente por atos perturbadores praticados na atual existência ou em existências pretéritas, o que proporciona um comportamento inseguro, desconfiado.

Trata-se de alguém que busca esconder-se no corpo para fugir dos problemas que foram praticados anteriormente. Quando irrompe a síndrome do pânico, a sensação é terrível, porque é semelhante à da morte.

É eminentemente um distúrbio feminino, embora atinja também, segundo os especialistas, o sexo masculino.

Segundo estou informado, faltando, naturalmente, confirmação científica, a síndrome do pânico nunca matou ninguém durante o surto, entretanto, aquela sensação horrorosa é praticamente igual à de morte.

Que fazer? Orar.

Ter a certeza de que ela é de breve curso, procurar respirar profundamente, acalmar-se, vincular-se a Deus, rogar a proteção dos Espíritos nobres.

Assim, lentamente, dá-se uma descarga de adrenalina, procedente das glândulas supra-renais, e o indivíduo refaz-se, passando aquele período mais doloroso, fazendo simultaneamente a terapêutica com um psiquiatra e, de acordo com a psicogênese, um psicólogo ou psicanalista.

Nada obstante, eu sugeriria pessoalmente que a pessoa procurasse também as terapêuticas espíritas, quais as das boas palavras, das reuniões doutrinárias, do conhecimento de si mesmo, dos passes ou bioenergia, da água magnetizada e, por extensão, do socorro que os bons Espíritos propiciam através das reuniões mediúnicas de desobsessão, que dispensam a presença dos pacientes.

Sugere-se procurar também profissionais da saúde que são os responsáveis por acompanhar os pacientes no tratamento, sendo eles os psicólogos e psiquiatras. No entanto, o único que pode prescrever medicamentos é o psiquiatra. Já os tratamentos da psicoterapia podem ser realizados tanto por psiquiatras como psicólogos.


Fonte:"Joanna de Ângelis " - Grupo de Estudo da Psicologia Espírita.

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