sábado, 30 de abril de 2011

O Sultão e o Vizir


Durante uns trinta anos, um Vizir, que era conhecido e admirado por sua lealdade, sinceridade e devoção a Deus, serviu ao seu senhor.

Sua honestidade, entretanto, gerou inimigos na corte, que espalhavam calúnias a seu respeito.

Eles falavam ao ouvido do Sultão o dia inteiro, até que ele também começou a desconfiar do inocente Vizir e acabou condenando à morte o homem que lhe servia tão bem.

Naquele reino, quem fosse condenado à morte, era amarrado e jogado no cercado onde o Sultão mantinha os seus cães de caça mais ferozes.

Os animais estraçalhariam a vítima de imediato. Antes de ser jogado aos cães, entretanto, o Vizir fez um último pedido: precisaria de dez dias de trégua.

Nesse tempo pagaria as dívidas, recolheria o dinheiro que lhe deviam e devolveria artigos que as pessoas lhe deram para guardar.

Dividiria seus bens entre os membros da sua família e indicaria um guardião para os filhos.

Depois de ter a garantia de que o Vizir não iria tentar fugir, o Sultão lhe concedeu o pedido.

O Vizir correu para casa, juntou cem moedas de ouro, depois foi visitar o caçador que cuidava dos cães do Sultão.

Ofereceu ao homem as cem moedas de ouro e disse: "deixe-me cuidar dos cães durante dez dias".

O caçador concordou e durante os dez dias seguintes o Vizir cuidou das feras com muita atenção, tratando-as bem e alimentando-as bastante.

No final dos dez dias elas estavam comendo na sua mão. No décimo primeiro dia, o Vizir foi chamado à presença do Sultão, e este assistiu enquanto o Vizir era jogado aos cães.

Mas quando as feras o viram, correram até ele e mordiscaram afetuosamente suas mãos e começaram a brincar com ele.

O Sultão ficou espantado e perguntou ao Vizir por que os cães haviam poupado a sua vida.

O Vizir respondeu: "cuidei desses cães durante dez dias e o senhor mesmo viu o resultado.

Eu cuidei do senhor durante trinta anos, e qual foi o resultado? Fui condenado à morte por causa de falsas acusações levantadas por meus inimigos".

O Sultão corou de vergonha. Ele não só perdoou o Vizir como lhe deu belas roupas e lhe entregou os homens que o haviam difamado.

Mas o nobre Vizir os libertou e continuou a tratá-los com bondade.

Por vezes nós temos agido como o Sultão da história. Desconsiderando pessoas que nos são fiéis por longo tempo, damos ouvidos a outras que desejam destruir e infelicitar.

Há sempre caluniadores nos palcos terrenos, e sempre há quem lhes dê ouvidos e crédito.

O indivíduo que fala mal dos outros quando estes estão ausentes, não tem boas intenções.

Quem deseja edificar, corrigir equívocos, melhorar a situação, fala diretamente com os envolvidos e ouve as suas razões.

Geralmente instigadas pela inveja, o ciúme, o despeito, pessoas arrasam a vida de outras pessoas e geram infelicidade para si mesmas, num futuro próximo ou distante.

Por isso, é sempre importante pensar sobre as verdadeiras intenções daqueles que gostam de fazer comentários sobre quem não está presente e não tem a menor chance de se defender.

É importante considerar, ainda, que quem faz comentários maldosos dos outros para você, poderá fazer de você para os outros, logo mais.

Pensando assim, sempre que o assunto em pauta for uma pessoa, seria justo que ela pudesse participar da conversa.

Você não gostaria de estar presente quando o assunto fosse você?

Pois bem, é muito provável que as outras pessoas também desejem o mesmo.

Por mais fascinante que seja falar mal dos outros "pelas costas", isso jamais fará dessa prática uma atitude nobre.

Pensemos nisso!
 


Autor:
Equipe de Redação do Momento Espírita, com base na história homônima, publicada em O Livro de Ouro da Sabedoria, Ed. Sapienza.  

quinta-feira, 28 de abril de 2011

O Orgulho e a Humildade


Que a paz do senhor esteja convosco, meus queridos amigos! Venho até vós para encorajar-vos a seguir o bom caminho.
Aos pobres de Espíritos que outrora viveram na Terra, Deus concede a missão de vir esclarecer-vos. Bendito seja pela graça que nos dá, de podermos ajudar o vosso adiantamento. Que o Espírito Santo me ilumine, me ajude a tornar compreensível a minha palavra, e me conceda a graça de pô-la ao alcance de todos. Todos vós, encarnados, que estais sob a pena e procurais a luz, que à vontade de Deus venha em minha ajuda, para fazê-la brilhar aos vossos olhos!
A humildade é uma virtude bem esquecida, entre vós. Os grandes exemplos que vos foram dados são tão poucos seguidos. E, no entanto, sem humildade, podeis ser caridosos para o vosso próximo? Oh!, não, porque esse sentimento nivela os homens, mostra-lhes que são irmãos, que devem ajudar-se mutuamente, e os encaminha ao bem. Sem a humildade, enfeitai-vos de virtudes que não possuis, como se vestísseis um hábito para ocultar as deformidades do corpo. Lembrai-vos daquele que nos salva; lembrai-vos da sua humildade, que o fez tão grande e o elevou acima de todos os profetas.
O orgulho é o terrível adversário da humildade. Se o Cristo prometeu o Reino dos Céus aos mais pobres, foi porque os grandes da Terra imaginavam que os títulos e as riquezas eram a recompensa de seus méritos, e que a sua essência era mais pura que a do pobre. Acreditavam que essas coisas lhes eram devidas, e por isso, quando Deus as retira, acusam-no de injustiça. Oh, irrisão e cegueira! Deus, acaso, estabeleceu entre vós alguma distinção pelos corpos? O invólucro do pobre não é o mesmo do rico? O Criador fez duas espécies de homens? Tudo quanto Deus fez é grande e sábio. Não lhe atribuais as idéias concebidas por vossos cérebros orgulhosos.
Oh!, rico! Enquanto dormes em teus aposentos suntuosos, ao abrigo do frio, não sabes quantos milhares de irmãos, iguais a ti, jazem na miséria? O desgraçado faminto não é teu igual? Bem sei que o teu orgulho se revolta com estas palavras. Concordarás em lhe dar uma esmola; nunca, porém, em lhe apertar fraternalmente a mão. Que! exclamarás: Eu, nascido de sangue nobre, um dos grandes da Terra, ser igual a esse miserável estropiado? Vã utopia de pretensos filósofos! Se fôssemos iguais, porque Deus o teria colocado tão baixo e a mim tão alto? É verdade que vossas roupas não são nada iguais, mas, se vos despirdes a ambos, qual a diferença que então haverá entre vós? A nobreza do sangue, dirás. Mas a química não encontrou diferenças entre o sangue do nobre e do plebeu, entre o do senhor e o do escravo. Quem te diz que também não foste miserável como ele? Que não pediste esmolas? Que não a pedirás um dia a esse mesmo que hoje desprezas? As riquezas são por acaso eternas? Não acabam com o corpo, invólucro perecível do Espírito? Oh, debruça-te humildemente sobre ti mesmo! Lança enfim os olhos sobre a realidade das coisas desse mundo, sobre o que constitui a grandeza e a humilhação no outro; pensa que a morte não te poupará mais do que aos outros; que os teus títulos não te preservarão dela; que te pode ferir amanhã, hoje, dentro de uma hora; e se ainda te sepultas no teu orgulho, oh! Então, eu te lamento, porque serás digno de piedade!
Orgulhosos! Que fostes, antes de serdes nobres e poderosos? Talvez mais humildes que o último de vossos servos. Curvai, portanto, vossas frontes altivas, que Deus as pode rebaixar, no momento mesmo em que as elevais mais alto. Todos os homens são iguais na balança divina; somente as virtudes os distinguem aos olhos de Deus. Todos os Espíritos são da mesma essência, e todos os corpos foram feitos da mesma massa. Vossos títulos e vossos nomes em nada a modificam; ficam no túmulo; não são eles que dão a felicidade prometida aos eleitos; a caridade e a humildade são os seus títulos de nobreza.
Pobre criatura! És mãe, e teus filhos sofrem. Estão com frio. Têm fome. Vais, curvada ao peso da tua cruz, humilhar-te para conseguir um pedaço de pão. Oh, eu me inclino diante de ti! Como és nobre, santa e grande aos meus olhos! Espera e ora: a felicidade ainda não é deste mundo. Aos pobres oprimidos, que nele confiam, Deus concede o Reino dos Céus.
E tu, que és moça, pobre filha devotada ao trabalho, entregue às privações, por que esses tristes pensamentos? Por que chorar? Que teus olhos se voltem, piedosos e serenos, para Deus: às aves do céu ele dá o alimento. Confia nele, que não te abandonará. O ruído das festas, dos prazeres mundanos, te faz bater o coração. Querias também enfeitar de flores a fronte e misturar-te aos felizes da Terra, dizes que poderias, como as mulheres que vês passar, estouvadas e alegres, ser rica também. Oh, cala-te, filha! Se soubesses quantas lágrimas e dores sem conta se ocultam sob esses vestidos bordados, quantos suspiros se asfixiam sob o ruído dessa orquestra feliz, preferirias teu humilde retiro e tua pobreza. Conserva-te pura aos olhos de Deus, se não queres que o teu anjo da guarda volte para Ele, escondendo o rosto sob as asas brancas, e te deixe com os teus remorsos, sem guia, sem apoio, neste mundo em que estarias perdida, esperando a punição no outro. E todos vós que sofreis as injustiças dos homens, sede indulgentes para as faltas dos vossos irmãos, lembrando que vós mesmos não estais sem manchas: isso é caridade, mas é também humildade. Se suportais calúnias, curvai a fronte diante da prova. Que vos importam as calúnias do mundo? Se vossa conduta é pura, Deus não pode vos recompensar? Suportar corajosamente as humilhações dos homens, é ser humilde e reconhecer que só Deus é grande e todo-poderoso.
Oh!, meu Deus, será preciso que o Cristo volte novamente a Terra, para ensinar aos homens as tuas leis, que eles esquecem? Deverá ele ainda expulsar os vendilhões do templo, que maculam tua casa, esse recinto de orações? E, quem sabe?, oh, homens, se Deus vos concedesse essa graça, se não o renegaríeis de novo, como outrora? Se não o acusaríeis de blasfemo, por vir abater o orgulho dos fariseus modernos? Talvez, mesmo, se não o faríeis seguir de novo o caminho do Gólgota?
Quando Moisés subiu ao Monte Sinai, para receber os mandamentos da Lei de Deus, o povo de Israel, entregue a si mesmo, abandonou o verdadeiro Deus. Homens e mulheres entregaram seu ouro, para a fabricação de um ídolo que abandonaram. Homens civilizados fazeis, entretanto, como eles. O Cristo vos deixou a sua doutrina, vos deu o exemplo de todas as virtudes, mas abandonastes exemplos e preceitos. Cada um de vós, carregando as suas paixões, fabricou um deus de acordo com a sua vontade: para uns terrível e sanguinário; para outros, indiferente aos interesses do mundo. O deus que fizestes é ainda o bezerro de ouro, que cada qual apropria aos seus gostos e às suas idéias.
Despertai, meus irmãos, meus amigos! Que a voz dos Espíritos vos toque o coração. Sede generosos e caridosos, sem ostentação. Quer dizer: fazei o bem com humildade. Que cada um vá demolindo aos poucos os altares elevados ao orgulho. Numa palavra: sede verdadeiros cristãos, e atingireis o reino da verdade. Não duvideis mais da bondade de Deus, agora que Ele vos envia tantas provas. Viemos preparar o caminho para o cumprimento das profecias. Quando o Senhor vos der uma manifestação mais esplendente da sua clemência, que o enviado celeste vos encontre reunidos numa grande família; que os vossos corações, brandos e humildes, sejam dignos de receber a palavra divina que Ele vos trará; que o eleito não encontre em seu caminho senão as palmas dispostas pelo vosso retorno ao bem, à caridade, à fraternidade; e então o vosso mundo se tornará um paraíso terreno. Mas se permanecerdes insensíveis à voz dos Espíritos, enviados para purificar e renovar as vossas sociedades civilizadas, ricas em conhecimentos e não obstante tão pobre de bons sentimentos, ah! nada mais nos restarás do que chorar e gemer pela vossa sorte. Mas, não, assim não acontecerá. Voltai-vos para Deus, vosso pai, e então nós todos, que trabalhamos para o cumprimento da sua vontade, entoaremos o cântico de agradecimento ao Senhor, por sua inesgotável bondade, e para o glorificar por todos os séculos. Assim seja.
 LACORDAIRE Constantina, 1863
Fonte: Evangelho Segundo Espiritismo - Cap- 7 Bem Aventurados os Pobres de Espírito- Instruções dos Espíritos

terça-feira, 26 de abril de 2011

Intervenção dos Espíritos no Mundo Corporal


          Centralizando-se a palestra no estudo das tentações, contou Jesus, sorridente: 
        - Um valoroso servidor do Pai movimentava-se, galhardamente, em populosa cidade de pecadores, com tamanho devotamento à fé e à caridade, que os Espíritos do Mal se impacientaram em contemplando tanta abnegação e desprendimento. Depois de lhe armarem os mais perigosos laços, sem resultado, enviaram um representante ao Gênio das Trevas, a fim de ouvi-lo a respeito. 
        Um companheiro de conciência enrijecida recebeu a incumbência e partiu. 
        O Grande Adversário escutou o caso, atenciosamente, e recomendou ao Diabo Menor que apresentasse sugestões. 
        O subordinado falou, com ênfase: 
        - Não poderíamos despojá-lo de todos os bens? 
        - Isto, não - disse o perverso orientador -; para um servo dessa têmpera, a perda dos recursos materiais é libertação. Encontraria, assim, mil meios diferentes para aumentar suas contribuições à Humanidade. 
        - Então, castigar-lhe-emos a família, dispersando-a e constrangendo-lhe os filhos a anchê-lo de opróbrio e ingratidão... - aventou o pequeno perturbador, reticencioso. 
        O perseguidor maior, no entanto, emitiu gargalhada franca e objetou: 
        - Não vês que, desse modo, se integraria facilmente com a família total que é a multidão? 
        O embaixador, desapontado, acentuou: 
        - Será, talvez, conveniente lhe flagelemos o corpo; crivá-lo-emos de feridas e aflições. 
        - Nada disto - acrescentou o gênio satânico -, ele acharia meios de afervoar-se na confiança e aproveitaria o ensejo para provocar a renovação íntima de muita gente, pelo exercício da paciência e da serenidade na dor. 
        - Movimentaremos a calúnia, a suspeita e o ódio gratuito dos outros contra ele! - clamou o emissário. 
        - Para quê? - tornou o Espírito das Sombras. - Transformar-se-ia num mártir, redentor de muitos. Valer-se á de toda perseguição para melhor engrandecer-se, diante do Céu. 
        Exasperado, agora, o demônio menor aduziu: 
        - Será, enfim, mais aconselhável que o assassinemos sem piedade... 
        - Que dizes? - redargüiu a Inteligência perversa. - A morte ser-lhe-ia a mais doce bênção por conduzi-lo às claridades do Paraíso. 
        E vendo que o aprendiz vencido se calava, humilde, o Adversário Maior fez expressivo movimento de olhos e aconselhou, loquaz: 
        - Não sejas tolo. Volta e dize a esse homem que ele é um zero na Criação, que não passa de mesquinho verme desconhecido... Impões-lhe o conhecimento da própria pequenez, a fim de que jamais se engrandeça, e verás... 
        O enviado regressou satisfeito e pôs em prática o método recebido. 
        Rodeou o valente servidor com pensamentos de desvalia, acerca de sua pretendida insignificância, e desfechou-lhe perguntas mentais como estas: "como te atreves a admitir algum valor em tuas obras destinadas ao pó? não te sentes simples joguete de paixões inferiores da carne? não te envergonhas da animalidade que trazes no ser? que pode um grão de areia perdido no deserto? não te reconheces na posição de obscuro fragmento de lama?" 
        O valoroso colaborador interrompeu as atividades que lhe diziam respeito e, depois de escutar longamente as perigosas insinuações, olvidou que a oliveira frondosa começa no grelo frágil, e deitou-se, desalentado, no leito do desânimo e da humilhação, para despertar somente na hora em que a morte lhe descortinava o infinito da vida. 
        Silenciou Jesus, contemplando a noite calma... 
        Simão Pedro pronunciou uma prece sentida e os apóstolos, em companhia dos demais, se despediram, nessa noite, cismarentos e espantadiços.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Selo Blog Pop


Recebi este selo da amiga Jeanne
Fiquei lisonjeada  com a lembrança. A Jeanne  é uma pessoa que eu admiro muito e seus blogs sempre estão repletos de ensinamentos.http://acasadasvirtudes.blogspot.com/
Obrigada querida, eu adorei !

Esse selo é conferido aos blogs de popularidade: blogs que atingiram a aceitação do público. O selo foi criado com a intenção de promover o reconhecimento por um trabalho que agrega valor à Web.
É importante que quem receba o “Selo Blog Pop” e o aceite, siga algumas regras:

1. Exibi-lo no blog;
2. Apontar o blog pelo qual recebeu o selo;
3. Escolher outros blogs a quem deve oferecer o “Selo Blog Pop.


Difícil escolher, mas creio que os citados encaixam-se nos critérios do selo:


http://docefilosofia.blogspot.com/
Luz Alegria Força e Fé
http://conhecerkardec.blogspot.com/
http://jornadaedificante.blogspot.com/
http://espirita-doutrina.blogspot.com/


Todos aqueles que visitam meu blog podem levar esse selo, sintam-se à vontade.


Pris Benedetti

quarta-feira, 20 de abril de 2011

O Espiritismo e a Semana Santa



Todo ano, a cena se repete. Chega a época dos feriados católicos da chamada "Semana Santa" e surgem as questões: 
Como o Espiritismo encara a Páscoa;
Sexta-feira Santa"?; 
Qual o procedimento do espírita no chamado "Sábado de aleluia" e "Domingo de Páscoa"?; 
Como fica a questão do "Senhor Morto"? 
Sabe que chego a surpreender-me com as perguntas. Não quando surgem de novatos na Doutrina, mas quando surgem de velhos espíritas, condicionados ao hábito católico, que aliás, respeitamos muito.
 É importante destacar isso: o respeito que devemos às práticas católicas nesta época, desde à chamada época, por nossos irmãos denominada de quaresma, até às lembranças históricas, na maioria das cidades revividas, do sacrifício e ressurgimento de Jesus. Só que embora o respeito devido, nada temos com isso no sentido das práticas relacionadas com a data. 
São práticas religiosas merecedoras de apreço e respeito, mas distantes da prática espírita. É claro que há todo o contexto histórico da questão, os hábitos milenares enraizados na mente popular, o condicionamento com datas e lembranças e a obrigação católica de adesão a tais práticas. 
Para a Doutrina Espírita, não há a chamada "Semana Santa", nem tão pouco o "Sábado de aleluia" ou o "Domingo de Páscoa" (embora nossas crianças não consigam ficar sem o chocolate, pela forte influência da mídia no consumismo aproveitador da data) ou o "Senhor Morto". Trata-se de feriado e prática católica e portanto, não existem razões para adesão de qualquer tipo ou argumento a tais práticas.
 É absolutamente incoerente com a prática espírita o desejar de "Feliz Páscoa!", a comemoração de Páscoa em Centros Espíritas ou mesmo alteração da programação espírita nos Centros, em virtude de tais feriados católicos. E vejo a preocupação de expositores ou articulistas em abordar a questão, por força da data... Não há porque fazer-se programas de rádio específicos sobre o assunto, palestras sobre o tema ou publicar artigos em jornais só porque estamos na referida data. É óbvio que ao longo do ano, vez por outra, abordaremos a questão para esclarecimento ou estudo, mas sem prender-se à pressão e força da data. 
Há uma influência católica muito intensa sobre a mente popular, com hábitos enraizados, a ponto de termos somente feriados católicos no Brasil, advindos de uma época de dominação católica sobre o país, realidade bem diferente da que se vive hoje. E os espíritas, afinados com outra proposta, a do Cristo Vivo, não têm porque apegar-se ou preocupar-se com tais questões.
Respeitemos nossos irmãos católicos, mas deixemo-los agir como queiram, sem o stress de esgotar explicações. Nossa Doutrina é livre e deve ser praticada livremente, sem qualquer tipo de vinculação com outras práticas. Com isso, ninguém está a desrespeitar o sacrifício do Mestre em prol da Humanidade. Preferimos sim ficar com seus exemplos, inclusive o da imortalidade, do que ficar a reviver a tragédia a que foi levado pela precipitação humana. 
Inclusive temos o dever de transmitir às novas gerações a violência da malhação do Judas, prática destoante do perdão recomendado pelo Mestre, verdadeiro absurdo mantido por mera tradição, também incoerente com a prática espírita. 
A mesma situação ocorre quando na chamada quaresma de nossos irmãos católicos, espíritas ficam preocupados em comer ou não comer carne, ou preocupados se isto pode ou não. Ora, ou somos espíritas ou não somos! Compara-se isso a indagar se no Carnaval os Centros devem ou não abrir as portas, em virtude do pesado clima que se forma???!!!... A Doutrina Espírita nada tem a ver com isso. São práticas de outras religiões, que repetimos, respeitamos muito, mas não adotamos, sendo absolutamente incoerente com o espírita e prática dos Centros Espíritas, qualquer influência que modifique sua programação ou proposta de vida. 
Esta abordagem está direcionada aos espíritas. Se algum irmão católico nos ler, esperamos nos compreenda o objetivo de argumentação da questão, internamente, para os próprios espíritas. Nada a opor ou qualquer atitude de crítica a práticas que julgamos extremamente importantes no entendimento católico e para as quais direcionamos nosso maior respeito e apreço.
Vemos com ternura a dedicação e a profunda fé católica que se mostram com toda sua força durante os feriados da chamada Semana Santa e é claro, nas demais atividades brasileiras que o Catolicismo desenvolve. 
O objetivo da abordagem é direcionado aos espíritas que ainda guardam dúvidas sobre as três questões apresentadas no início do artigo. O Espiritismo encara a chamada Sexta-feira Santa como uma Sexta-feira normal, como todas as outras, embora reconhecendo a importância dela para os católicos. Também indica que não há procedimento algum para os dias desses feriados. E não há porque preocupar-se com o Senhor Morto, pois que Jesus vive e trabalha em prol da Humanidade. 
E aqui, transcrevemos trecho do capítulo VIII de O Evangelho Segundo o Espiritismo, no subtítulo VERDADEIRA PUREZA, MÃOS NÃO LAVADAS (página 117 - 107ª edição IDE): "O objetivo da religião é conduzir o homem a Deus; ora, o homem não chega a Deus senão quando está perfeito; portanto, toda religião que não torna o homem melhor, não atinge seu objetivo; (...) A crença na eficácia dos sinais exteriores é nula se não impede que se cometam homicídios, adultérios, espoliações, calúnias e de fazer mal ao próximo em que quer que seja. Ela faz supersticiosos, hipócritas e fanáticos, mas não faz homens de bem. Não basta, pois, ter as aparências da pureza, é preciso antes de tudo ter a pureza de coração". 
Não pensem os leitores que extraímos o trecho pensando nas práticas católicas em questão. Não! Pensamos em nós mesmos, os espíritas, que tantas vezes nos perdemos em ilusões, acreditando cegamente na assistência dos espíritos benfeitores, mas agindo com hipocrisia, fanatismo e pasmem, superstição .... quando não conhecemos devidamente os objetivos da Doutrina Espírita, que são, em última análise, a melhora moral do homem.

Orson Peter Carrara
(Publicado no Boletim GEAE Número 390 de 02 de maio de 2000)



A Todos os meus queridos leitores um ótimo feriado!


Pris Benedetti

segunda-feira, 18 de abril de 2011

A ALMA INFANTIL





         A alma infantil, nos diz Cecília Meirelles, como aliás, a alma humana, não se revela jamais completa e subitamente, como uma janela que se abre deixando ver todo um cenário.


         É necessário ter cuidado para entendê-la, e sensibilidade no coração para admirá-la.


         A autora nos narra que, certa vez, ouviu o comentário de uma professora que, admirada, contava sobre alguns presentes recebidos de alunos seus:


         Os presentes mais engraçados que eu já recebi de alunos, foram, certa vez, na zona rural:


         Um, levou-me uma pena de pavão incompleta: só com aquela parte colorida na ponta. Outro, uma pena de escrever, dourada, novinha. Outro, um pedaço de vidro vermelho...


         Cecília afirma que seus olhos se alargaram de curiosidade, esperando a resposta da professora sobre sua compreensão a respeito de cada um dos presentes.


         A amiga, então, seguiu dizendo: O caco de vidro foi o que mais me surpreendeu. Não sabia o que fazer com ele. Pus-me a revirá-lo nas mãos, dizendo à criança:


         “Mas que bonito, hein? Muito bonitinho, esse vidro...”


         E procurava, assim, provar-lhe o agrado que me causava a oferta.


         Ela, porém, ficou meio decepcionada, e, por fim, disse: “Mas esse vidro não é para se pegar, Não... Sabe para que é?


         Olhe: a senhora põe ele assim, num olho, e fecha o outro, e vai ver só: fica tudo vermelho... Bonito, mesmo!”


         A professora finalizou dizendo que esses presentes são, em geral, os mais sinceros. Têm uma significação muito maior que os presentes comprados.


         Cecília Meirelles vai além, e busca ainda fazer uma análise de caráter psicológico:


         O que me interessou, no caso relatado, foram os indícios da alma infantil que se encontraram nos três presentes. E os três parecem ter trazido a mesma revelação íntima:


         Uma pena de pavão incompleta – reparem bem -, só com aquele pedacinho “colorido” na ponta, uma pena de escrever “dourada” novinha, e um caco de vidro “vermelho” são, para a criança, três representações de beleza.


         Três representações de beleza concentradas no prestígio da cor e desdobradas até o infinito, pelo milagre da sua imaginação.


         Essas três ofertas, portanto, da mais humilde aparência (para um adulto desprevenido), não devem ser julgadas como esforço entristecido da criança querendo dar um presente, sem ter recursos para comprar.


         A significação de dinheiro, mesmo nas crianças de hoje, ainda é das mais vagas e confusas.


         E sua relação de valor para com os objetos que a atraem é quase sempre absolutamente inesperada.


         Eu tenho certeza - diz a autora ainda – de que uma criança que dá a alguém uma pena dourada, uma pena de pavão e um caco de vidro vermelho, os dá com certo triunfo.


         Dá com certa convicção de que se está despojando de uma riqueza dos seus domínios, de que está sendo voluntariamente grande, poderosa, superior. 
*   *   *
         A infância não é somente útil, necessária, indispensável, mas é, ainda, a conseqüência natural das leis que Deus estabeleceu, e que regem o Universo.


         Com ela, aprendem os Espíritos que reencarnam – mais dóceis e influenciáveis quando no estado infantil.


         Aprendem também as almas que as cercam, colhendo desse período de inocência e magia o exemplo da pureza e da simplicidade de vida, que devemos todos encontrar em nosso íntimo.

Redação do Momento Espírita com base no cap. Os indícios da alma infantil,
          do livro Crônicas de educação, v. 1 de Cecília Meirelles,
          ed. Nova Fronteira.
         Em 19.09.2008.
www.momento.com.br | suporte@momento.com.br

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Renascer



Não esperes por uma nova reencarnação para renascer em melhores condições interiores, a fim de que possas realizar o que nesta vida não tens conseguido fazer. Como o sol que renasce a cada dia ou como o ano que se renova a cada janeiro, renasce hoje das tuas falhas morais e busca o aprimoramento de tua alma.
Se até ontem fracassaste nos teus propósitos de melhoria interior, renasce hoje para uma vida mais ativa em favor do bem comum.
Se viveste envolto num emaranhado de erros que cometeste, renasce agora para uma vida de mais acertos, pois todos os dias a vida te oferece inúmeras oportunidades de renascimento interior.


                                           Esp. Irmã Maria do Rosário

terça-feira, 12 de abril de 2011

Aonde Vamos Parar?


Certa vez, ouvi de uma palestrante que estava faltando oração no mundo, que por isso estava havendo tantas tragédias.
Na época não dei tanta atenção para sua palavras, mas hoje diante de tantos acontecimetos, me coloquei a pensar e cheguei a conclusão que ela estava certa.
Os acontecimentos no Japão, me tocaram fundo, não tenho parentes, nem tão pouco conheço ninguém de lá, mas a cada cena, a cada imagem que via na TV me chocava e orava por aquelas pessoas e seus familiares. Foi tudo muito triste.
Agora vendo essa tragédia no Rio de Janeiro, onde inocentes pagaram com suas vidas por irresponsabilidades de terceiros, não posso fingir que é normal e deixar passar em branco.
Sei que aqui, só coloco textos de ensinamentos, auto-ajuda, mas se você ler até o final vai entender.
Passei o final de semana ouvindo falar no homem que atirou, nas crianças que desencarnaram, mas pouco se falou nos policiais que evitaram uma tragédia ainda maior e eu me pergunto, por quê?
Por que não falar dos heróis?
Por que não dar maior destaque para os atos de solidariedade?
Por que preferimos cultivar o ódio ao amor?
Meus queridos leitores, aonde vamos parar?
Devemos seguir as palavras do mestre Jesus que nos ensinou o significado da palavra amor, não digo aqui para amarmos o que cometeu o erro e sim transmitir amor as famílias que perderam seus filhos, aos que desencarnaram e aos que sobreviveram.
A nós não nos cabe julgar, então não alimentemos o ódio e sim o amor, não fiquemos lembrando do assassino e sim dos assassinados com pensamentos de amor.
O mundo é cruel, pois não estamos aqui a passeio e sim para aprender.
Lemos textos de Chico Xavier ditados por Emmanuel e André Luiz, Divaldo que escreve por Dr. Bezerra de Menezes e Joanna D'Angelis e achamos tudo tão lindo, palavras de amor que nos incentiva ao amor e quando temos a oportunidade de expressar o amor ficamos presos ao ódio.
O que esse homem  fez cabe a Deus julgar e a nós nos resta orar e emitir ondas de carinho, amor e solidariedade aos que se foram e seus familiares.
Meus irmãos, não se esqueçam que ódio gera ódio e amor gera amor.
Sigamos o exemplo dos nossos irmãos do Japão, que mesmo diante do caos, seguem suas vidas da melhor maneira possível, oram pelos seus que se foram e para terem forças para recomeçar.
Fica aqui a dica, diante da tragédia ao invés de reclamar, vamos orar e pedir forças à Deus para recomeçar com muito amor no coração!

Pris Benedetti

sábado, 9 de abril de 2011

Saldo e Extra


          O homem comum, em todas as latitudes da Terra, guarda, habitualmente, o mesmo padrão de atividade normal.
          Alimenta-se. Veste-se. Descansa. Dorme. Pensa. Grita. Procria. Indaga. Pede. Reclama. Agita-se.
          Em suma, consome e, muitas vezes, usurpa a vitalidade dos reinos que se lhe revelam inferiores.
          É o serviço de evolução.
          Para isso, concede-lhe o Senhor grande quota de tempo.
          Cada semana de serviço útil, considerada em seis dias ativos, é constituída de 144 horas, das quais as criaturas mais excepcionalmente consagradas à responsabilidade gastam 48 horas em trabalho regular.
          Nessa curiosa balança, a mente encarnada recebe um saldo de 96 horas, em seis dias, relativamente ao qual raríssimas pessoas guardam noção de consciência.
          Por semelhante motivo, a sementeira gratuita da fraternidade e da luz para o seguidor de Cristo se reveste de especial significação.
          Enorme saldo de tempo exige avultado serviço extra.
          Em razão disso, às portas da Vida Eterna, quando a alma do aprendiz, no exame do aproveitamento além da morte, alega cansaço e se reporta aos trabalhos triviais que desenvolveu no mundo, a palavra do Senhor sempre interrogará, inquebrantável e firme:
          - "Que fizeste de mais?"
André Luiz

          
página extraída do livro "Lindos Casos de Chico Xavier" - pág 140 - LAKE - 4º ed.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Construtores Da Vida


Por mais que gostemos da vida no corpo físico, um dia, todos morreremos, isto é fato.Morrem os pobres e morrem os ricos.
Foi assim que um dia aquele homem, que detinha poder e muitas posses, Caminhavam calmamente por um lugar pitoresco, com ruas calmas, um gramado  extenso e grande variedade de árvores e jardins. foi habitar o além.
Foi recebido pelo benfeitor, encarregado de conduzi-lo à sua nova residência.
Ao passarem por uma das casas, o benfeitor mostrou-a ao homem e lhe disse: “observe!   Aquela é a casa de sua cozinheira.” “Mas ela   ainda não morreu”, respondeu o homem.
Sem dar nenhuma resposta, andaram por mais algum tempo e o orientador mostrou outra casinha graciosa e disse: “essa é a casa do seu jardineiro.”
Ambas eram casas muito agradáveis. Simples, mas aconchegantes. Jardins com flores silvestres e pássaros voando e cantando por entre as borboletas que pousavam de flor em flor
Discretos regatos com águas cantantes e cristalinas cortavam os gramados verdes.
O homem estava muito animado, pois se seus empregados teriam moradias tão agradáveis, o que não estaria reservado a ele, um homem rico e poderoso?
Caminharam por mais algum tempo, quando o benfeitor parou diante de um barraco, localizado numa área menos clara e quase sem nenhum encanto.
Com um gesto gentil indicou ao homem sua nova residência. O homem teve um sobressalto. Indignado perguntou ao orientador:
“Como posso eu, um homem rico e possuidor de muitos bens, morar agora nesse barraco caindo aos pedaços? Sem dúvida deve ser uma brincadeira!”
“Infelizmente não é, meu filho”, falou amavelmente o benfeitor. E acrescentou: “todas as construções são feitas com os materiais que vocês nos enviam diariamente enquanto estão na Terra.
São materiais invisíveis aos olhos físicos, mas firmes o bastante para construir um     recanto sólido aqui, no mundo espiritual.
Cada gesto nobre, cada boa ação, cada trabalho realizado com honestidade e desinteresse, são matérias primas importantes aplicadas nos tesouros verdadeiros deste lado da vida.”
“Mas como saber disso, se ninguém me avisou enquanto estava na Terra?”, objetou o infortunado.
“Ora, meu filho, talvez você tenha esquecido, mas há mais de dois milênios se ouve falar de     um Homem chamado Jesus, que orientou muito bem sobre essa questão, recomendando que se construíssem tesouros no céu, onde nem a traça come nem os ladrões roubam.”
Pensativo e sem argumentos, o homem adentrou seu mísero barraco, em busca de um mínimo de conforto para sua alma inquieta.
REFLETINDO...
Nossos maiores tesouros são as virtudes.
A compaixão, a fraternidade, a solidariedade, a ternura, o afeto, são elementos importantes     na construção da beleza e da harmonia.
A honestidade, a dignidade, a humildade, a indulgência e a justiça, são virtudes essenciais para construções sólidas e indestrutíveis.
Assim sendo, vale a pena investir nesses tesouros desde hoje, pois a imortalidade não é uma proposta para ser pensada depois da  morte, é uma realidade para ser vivida hoje.
PENSE NISSO,
MAS PENSE AGORA!

terça-feira, 5 de abril de 2011

Renasce Agora

        
         A própria Natureza apresenta preciosas lições, nesse particular. Sucedem-se os anos com matemática precisão, mas os dias são sempre novos. Dispondo, assim, de trezenta e sessenta e cinco ocasiões de aprendizado e recomeço, anualmente, quantas oportunidades de renovação moral encontrará a criatura, no abençoado período de uma existência?
         Conserva do passado o que for bom e justo, belo e nobre, mas não guardes do pretérito os detritos e as sombras, ainda mesmo quando mascarados de encantador revestimento.
         Faze por ti mesmo, nos domínios da tua iniciativa pela aplicação da fraternidade real, o trabalho que a tua negligência atirará fatalmente sobre os ombros de teus benfeitores e amigos espirituais.
         Cada hora que surge pode ser portadora de reajustamento.
         Se é possível, não deixes para depois os laços de amor e paz que podes criar agora, em substituição às pesadas algemas do desafeto.
         Não é fácil quebrar antigos preceitos do mundo ou desenovelar o coração, a favor daqueles que nos ferem. Entretanto, o melhor antídoto contra os tóxicos da aversão é a nossa boa-vontade, a benefício daqueles que nos odeiam ou que ainda não nos compreendem.
         Enquanto nos demoramos na fortaleza defensiva, o adversário cogita em enriquecer as  munições, mas se descemos à praça, desassombrados e serenos, mostrando novas disposições na luta, a idéia de acordo substitui, dentro de nós e em torno de nossos passos, a escura fermentação de guerra.
         Alguém te magoa? Reinicia o esforço da boa compreensão.
         Alguém te não entende? Persevera em demonstrar intentos mais nobres.
         Deixa-te reviver, cada dia, na corrente cristalina e incessante do bem.
         Não olvides a assertiva do Mestre: - "Aquele que não nascer de novo não pode ver o Reino de Deus."
         Renasce agora em teus propósitos, deliberações e atitudes, trabalhando para superar os obstáculos que te cercam a alcançando a antecipação da vitória sobre a ti mesmo, no tempo...
         Mais vale auxiliar, ainda hoje, que ser auxiliado amanhã.
Emmanuel
(extraído do livro "Fonte Viva" - Francisco C. Xavier - Capítulo 56 - ed. FEB)

sábado, 2 de abril de 2011

Administrando o Medo


          Recente pesquisa revelou que muitos brasileiros vivem dominados pelo medo.

        Medo que vai desde o de ser assaltado, perder um filho, descobrir que tem uma doença grave, não conseguir pagar as contas, a sofrer um acidente, ter um ataque cardíaco ou perder o parceiro.

        Alguns dos entrevistados revelaram que nem saem de casa ou que, em casa, vivem em sobressalto, ao menor ruído estranho.

        Naturalmente, vivemos num mundo onde há muita violência, maldade e dificuldades.

        Mas é importante se pense um pouco, a fim de não se engrossar o rol dos que vivem sob a injunção do medo, perdendo anos preciosos das próprias vidas.

        Assim, não sofra por antecipação. Algumas pessoas, sugestionáveis, assistem imagens violentas na TV e acham que fatos como aqueles poderão acontecer com alguém da sua família.

        Tomar precauções é recomendável. A ninguém se pede que seja incauto, imprevidente.

        Mas daí a ficar pensando, a toda hora, que algo terrível vai acontecer, será o mesmo que desistir da vida desde agora.

        Pessoas que assim agem podem não se tornar vítimas de acidentes, de assaltos ou de doenças, mas do próprio medo.

        Medo que as manterá infelizes, isoladas.

        Por isso, nunca deixe que o medo o paralise. Faça o que tiver que fazer: ir à escola, às compras, ao templo religioso.

        Se enfrentar medos e preocupações sozinho lhe parecer difícil, procure ajuda. Pode ser de um psicólogo, de grupos de pessoas que sofrem problemas semelhantes ou de um bom amigo.

        E, em vez de se torturar com uma infinidade de contas a pagar, pense mais antes de adquirir o novo eletrodoméstico, de realizar a viagem dos seus sonhos, comprar a roupa da moda.

        Aprenda a viver de acordo com os recursos que dispõe. Dê um passo de cada vez. Planeje férias com antecedência. Programe-se.

        Não gaste tudo que ganha. E, muito menos, não gaste o que ainda não ganhou.

        Não fique pensando em ganhar na loteria, na sena, na loto, no programa televisivo. Trabalhe e sinta orgulho de poder, com seu próprio esforço, ir adquirindo o de que necessita.

        Em vez de ficar pensando na possibilidade de se manifestar essa ou aquela doença terrível, opte por fazer check-up anual.

        Não espere para ir ao médico somente quando a dor o atormente, um problema de saúde se manifeste.

        Procure o médico para saber se está tudo bem com você. Faça exames. Pratique exercícios sob supervisão.

        Ande até a panificadora, em vez de ir sempre de carro. Pratique jardinagem, lave o carro.

        Pense, sobretudo, positivamente: Deus protege a minha vida. Sou abençoado por Deus. Sou filho de Deus.

        Trabalhe com alegria, ganhando as horas. Não transforme o seu ambiente profissional em um cárcere de torturas diárias.

        Sorria mais. Faça amigos. Converse com os amigos. Estabeleçam, entre vocês, um cuidado mútuo.

        Isso no que se refere a você, aos seus filhos, ao seu patrimônio.

        Unidos seremos fortes.

        Enfim, não tenha medo do medo. Ele é um legado saudável e protetor. Mas se torna um problema quando fica exagerado ou irracional.
* * *
        Mantenha sua confiança em Deus, que governa o mundo e zela por sua vida.

        De todos os medos o que mais o deve preocupar é o de perder a presente reencarnação, por comodismos e invigilância.

        E para este, a melhor solução é realizar, a cada dia, o melhor de si, entregando-se a Deus.
Redação do Momento Espírita com base no artigo
Você tem medo de quê?, da 
Revista Seleções do
Reader´s Digest, de fevereiro de 2006.
Em 02.05.2008. 
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Propague o Amor S2

Para todos os lados que olho, vejo pessoas praguejando, reclamando apontando o dedo e fico pensando o porque de tanto raiva. Até os fil...