segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

A Crise Do Planeta


          
            O planeta Terra é o nosso lar. Ele é lindo, e visto do espaço tem a cor azul.
            Deus nos confiou para nossa temporada aqui um planeta de beleza incomparável. A Terra é um planeta que possui muitos mares e oceanos, montanhas e cordilheiras, rios e florestas, milhões de espécies de animais, de pássaros, de flores maravilhosas e de paisagens paradisíacas.
            O ser humano recebeu todo esse patrimônio na qualidade de inquilino. Todo inquilino, no período de sua permanência como locatário, tem o dever de cuidar com carinho dos bens que lhe foram confiados para devolver ao locador, quando sair, tudo em perfeita ordem.
            Infelizmente, desde os primórdios, o homem agiu como predador. Em sua faina destrutiva, arrasou florestas, poluiu rios, mares, cidades. Matou animais, peixes, pássaros. Construiu casas nas encostas e nos morros, eliminando a vegetação protetora. Cimentou e asfaltou ruas e estradas, fechando a saída das águas.
            Denominou de civilização sua vida materialista, consumista, egoísta. Arrancou das entranhas da terra o petróleo e com ele sufocou as cidades com gases venenosos. Destruiu a camada de ozônio que envolve e protege o planeta. Acabou com a vegetação, destruindo florestas. Gastou exageradamente as reservas de água com um consumo sem controle.
            A natureza reagiu. Ondas de frio e de intenso calor varreram a Terra. Terremotos, vulcões, tsunamis, inundações, doenças, epidemias, desmoronamentos, chuvas ácidas, raios e trovões. O gigante maltratado reagiu.
            O planeta Terra está em crise. Tempestades de neve na Europa e nos Estados Unidos. Inundações no Brasil e na Austrália. Onda de calor na Rússia. Mares invadindo cidades, levando tudo de roldão.
            No Brasil, sucessivos desastres ambientais. Santa Catarina sofrendo com chuvas torrenciais. O Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, o país inteiro com calamidades.
            Milhares de desabrigados, um número enorme de mortos em deslizamentos causados pela chuva. Seca no Rio Grande do Sul. Problemas na Ásia, na Europa, nas Américas, em todo o planeta.
            O ser humano está recebendo de volta tudo aquilo que plantou por sua irresponsabilidade ou desconhecimento.
            Vamos acordar. Ainda é tempo de corrigir os nossos erros. Mais de um bilhão de entes humanos vive na Terra. Somos todos responsáveis pelo patrimônio que nos foi emprestado pelo Senhor de Nossas Vidas. Mudemos o rumo de nossas ações.  Vamos amar e preservar o lindo planeta que nos foi confiado.

SBC, 02/02/2011.  

 Ary Brasil Marques
Texto recebido por e-mail enviado pela minha amiga Lucinha do blog http://luciafortaleza2.blogspot.com 

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Da Universalidade dos Espíritas


Eis aqui as conseqüências gerais deduzidas de uma observação completa e que agora formam a crença, pode-se dizer, da universalidade dos espíritas, visto que os sistemas restritivos ano passam de opiniões insuladas:
  1. Os fenômenos espíritas são produzidos por inteligências extracorpóreas, às quais também se dá o nome de Espíritos;
  2. Os Espíritos constituem o mundo invisível; estão em toda parte; povoam infinitamente os espaços; temos muitos, de contínuo, em torno de nós, com os quais nos achamos em contacto;
  3. Os Espíritos reagem incessantemente sobre o mundo físico e sobre o mundo moral e são uma das potências da Natureza;
  4. Os Espíritos não são seres à parte, dentro da criação, mas as almas dos que hão vivido na Terra, ou em outros mundos, e que despiram o invólucro corpóreo; donde se segue que as almas dos homens são Espíritos encarnados e que nós, morrendo, nos tomamos Espíritos;
  5. Há Espíritos de todos os graus de bondade e de malícia, de saber e de ignorância;
  6. Todos estão submetidos à lei do progresso e podem todos chegar à perfeição; mas, como têm livre-arbítrio, lá chegam em tempo mais ou menos longo, conforme seus esforços e vontade;
  7. São felizes ou infelizes, de acordo com o bem ou o mal que praticaram durante a vida e com o grau de adiantamento que alcançaram. A felicidade perfeita e sem mescla é partilha unicamente dos Espíritos que atingiram o grau supremo da perfeição;
  8. Todos os Espíritos, em dadas circunstâncias, podem manifestar-se aos homens; indefinido é o número dos que podem comunicar-se;
  9. Os Espíritos se comunicam por médiuns, que lhes servem de instrumentos e intérpretes;
  10. Reconhecem-se a superioridade ou a inferioridade dos Espíritos pela linguagem de que usam; os bons sé aconselham o bem e só dizem coisas proveitosas; tudo neles lhes atesta a elevação; os maus enganam e todas as suas palavras trazem o cunho da imperfeição e da ignorância.
Os diferentes graus por que passam os Espíritos se acham indicados na Escala Espírita (O Livro dos Espíritos, parte II, capítulo I, n. 100). O estudo dessa classificação é indispensável para se apreciar a natureza dos Espíritos que se manifestam, assim como suas boas e más qualidades.

Fonte: Livro Dos Médiuns- Primeira Parte- Cap. 4- Sistemas

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Namoro e Sedução


 Grande número de paixões afetivas no mundo correspondem a autênticas  
obsessões ou psicoses, que só a realidade consegue tratar com êxito".  
André Luiz - Livro: Entre a Terra e o Céu - Cap. 38 - FEB

Cantada e festejada no mundo como arte, olvidando todos os seus perigos, a SEDUÇÃO é tida como atitude virtuosa entre as criaturas, com certeza oriunda do atual pensamento humano na busca infrene dos prazeres transitórios.
        Esquecemos o significado real da palavra sedução, que representa trair, encantar, fascinar, desonrar, desencaminhar...
        Quem seduz engana para tirar proveito de alguém e de uma situação...
        Está ela a serviço das paixões humanas, traduzindo o desejo desequilibrado e predominância do instinto sobre o sentimento.
        Encontramos nas obras espíritas diversos casos, exemplo real da sedução, constituindo um complicador em nossa caminhada evolutiva.Quando existe verdadeiramente afeição entre duas criaturas os caminhos do sentimento são naturais e espontâneos, não necessitando de artifícios de conquista. Um homem ou uma mulher não são objetos a serem cobiçados, bibelôs a serem adquiridos como algo na prateleira de um supermercado, pulando por cima do mundo íntimo do Ser humano.
        Quantos jovens buscam seduzir para satisfazer seu orgulho de dizer que podem conquistar quem eles quiserem? Quantas relações são artificialmente iniciadas para cumprir uma aposta entre amigos? Brinca-se com o coração de alguém com tamanha despreocupação, que chega a suscitar-nos um temor pelas consequências das leviandades dessas criaturas.
        Todos os recursos que possuímos, com certeza, devem ser colocados à nosso serviço, na busca da felicidade, da paz e da harmonia em nossas vidas. A beleza física, a simpatia, o charme, todos os atributos que movimentamos no caminho da afetividade são talentos de que dispomos para direcionarmos rumo ao parceiro ou parceira ideal, utilizando-os na manutenção do bom sentimento, construindo um castelo afetivo sólido, onde podemos engrandecer-mos e locupletar-mos num relacionamento a dois que nos traga alegrias e satisfações, pois somos seres destinados a viverem em família, tendo o lar como um recanto sagrado, logicamente havendo exceções para aqueles que hoje, na presente encarnação, assumiram o compromisso de caminhar sós, buscando corrigir abusos do passado ou visando cumprir determinadas missões.
        Logo, quando usamos estes atributos com finalidades mesquinhas, egoístas ou sensuais, estamos desprezando nossa condição de seres humanos em direção ao desenvolvimento intelectual e moral e adotando uma postura irracional e leviana. A verdadeira afeição é construída, não conquistada. Quem brinca com os sentimentos alheios está amealhando profundos problemas de ordem espiritual para o futuro.
André Luiz (1) assevera em tom grave que "a sedução carnal é imenso perigo, não só para aqueles que emitem a sua  influenciação, como também para quantos a recebem".
 
 
CASO JORGE/MARINA/ZILDA

No livro "AÇÃO E REAÇÃO" encontramos  o caso de Jorge, Marina e Zilda. No passado, Jorge casou-se com Zilda, mas a interferência de Marina levou-os a deploráveis atitudes que lhes trouxeram situação angustiosa no Plano Espiritual. Novamente reencarnados, era Marina irmã mais velha de Zilda, trazendo o compromisso de ampará-la e erguê-la para o acerto necessário. Zilda reencontra Jorge, namoram, noivam e marcam casamento.
Surge, entretanto, um grave problema:  Marina, incendiada de paixão por Jorge, esquece os compromissos assumidos na esfera espiritaual de renunciar em favor da irmã e começa a seduzir Jorge. Pelo que assumira, deveria cultivar simpatia pelo cunhado , respeitando-o, porém, através de renúncia construtiva. Entregando-se à paixào, começa a emitor vibrações sedutoras ao mundo mental de Jorge e adota comportamento com manifestações afetivas calculadas a fim de dominar e atrair os sentimentos, desejos e interesses de Jorge para sua pessoa.Nessa situação, onde logicamente existe intuito inferior, começou a ser auxiliada por entidades desencarnadas viciadas e enfermiças que dominaram o mundo mental de Jorge,  hipnotizando-o, fazendo-o esfriar no amor por Zilda e ser dominado pelo desejo por Marina, tão intensa era a ação dos vampiros desencarnados.
Revelando a duas semanas do casamento com Zilda que estava apaixonado por Marina, vem Zilda a suicidar-se pela humilhação e desespero, complicando sua situação espiritual. Mas, graças à intervenção da mãe na pátria espiritual, foram iniciadas de imediato ações para corrigir a problemática. Marina, que se casara com Jorge, recebe Zilda como sua filinha querida, criança que nasceu surda-muda e mentalmente retardada, em consequência do trauma perispíritico criado com o suicídio, exigindo sacrifícios e sofrimentos do casal, piorando com a internção de Jorge em um leprosário.
Citamos o caso acima para lembrar-nos das implicações que vão além da matéria, nos casos em que se envolve a afetividade das pessoas.
Cornélio Pires (2), com bom-humor, nos alerta: "Pode-se amar a pessoa com bases de estima e fé, como se guarda uma flor que não se arranca do pé".
 
POSTURA ESPÍRITA

Tomemos cuidado com as ondas do mar da sociedade, presa do materialismo e sensualismo. Para que construirmos situaçõe alicerçadas em atitudes equivocadas e desequilibradas, se podemos fazer do sentimento uma alavanca para a felicidade e o bem-estar?
Se buscarmos o namoro como forma de encontrar a companhia ideal e alegre que nos enche a vida de amor, satisfação, que nos amadureça e nos conduza nos roteiros das grandes conquistas que todos queremos ter em nossas vidas, não precisamos lançar mão de artifícios que comprometam todo o nosso equilíbrio e saúde espiritual para alcançar tal mister.  Tudo que começa de forma errada acaba errado ou exige muitas lágrimas para ser consertado em meio ao caminho.
Encerramos com a alerta de André Luiz(3):  "Não arme ciladas para ninguém, notadamente nos caminhos do afeto,  porque você se precipitará dentro delas".
Bibliografia
(1) André Luiz/F.C. Xavier - Missionários da Luz - FEB
(2)Cornélio Pires/F.C. Xavier - Retratos da Vida - CEC
(3) André Luiz/F.C. Xavier - Sinal Verde - CEC
Texto extraído da Revista Informação GECC - nº 260

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

A Ação Da Amizade


Vez que outra, é bom nos determos, por alguns minutos,  para refletir um pouco sobre a ação da amizade em nossas vidas.
A amizade é o sentimento que une as almas umas às outras, gerando alegria e bem-estar.
A amizade é suave expressão do ser humano que necessita intercambiar as forças da emoção sob os estímulos do entendimento fraternal.
Inspiradora de coragem e de abnegação, a amizade enfloresce as almas, abençoando-as com resistências para as lutas.
Há, no mundo moderno, muita falta de amizade!
O egoísmo afasta as pessoas e as isola.
A amizade as aproxima e irmana.
O medo agride as almas e as infelicita.
A amizade apazigua e alegra os indivíduos.
A desconfiança desarmoniza as vidas e a amizade equilibra as mentes, dulcificando os corações.
Na área dos amores de profundidade a presença da amizade é fundamental.
Ela nasce de uma expressão de simpatia e firma-se com as raízes do afeto seguro, fincadas nas terras da alma.
Quando outras emoções se enfraquecem no vaivém dos choques, a amizade perdura, companheira devotada das pessoas que se estimam.
Se a amizade fugisse da Terra, a vida espiritual dos seres se esfacelaria.
Ela é meiga e paciente, vigilante e ativa.
Discreta, se apaga, para que brilhe aquele a quem se afeiçoa.
Sustenta na fraqueza e liberta nos momentos de dor.
A amizade é fácil de ser vitalizada.
Cultivá-la, constitui dever de todo aquele que pensa e aspira, porquanto, ninguém logra o êxito, se avança com aridez na alma ou indiferente ao enlevo da sua fluidez.
Quando passam os impulsos sexuais do amor nos cônjuges, a amizade fica.
Quando a desilusão apaga o fogo dos desejos nos grandes romances, se existe amizade, não se rompem os liames da união.
A amizade de Jesus pelos discípulos e pelas multidões, dá-nos até hoje, a dimensão do que é o amor na sua essência mais pura, demonstrando que ela é o passo inicial para essa conquista superior que é a meta de todas as vidas e mandamento maior da Lei Divina.
*   *   *
Existe uma ciência de cultivar a amizade e construir o entendimento. Como acontece ao trigo, no campo espiritual do amor, não será possível colher sem semear.
Examine, pois, diariamente, a sua lavoura afetiva.
Irrigue-a com a água pura da sinceridade, do perdão, da atenção.
Sem esquecer jamais do adubo do amor, do carinho e do afeto.
Imite o lavrador prudente e devotado, e colherá grandes e precisos resultados.

Redação do Momento Espírita, com base no cap. 121 do livro Vinha de luz, pelo Espírito Emmanuel, psicografia de Francisco Cândido Xavier, ed. Feb e em mensagem do Espírito Joanna de Ângelis, psicografia de Divaldo Pereira Franco, em 28/12/1987, no Centro Espírita Caminho da Redenção, em Salvador – BA. 
Disponível no CD Momento Espírita, v. 1, ed. Fep.
Em 11.01.2010.
www.momento.com.br | suporte@momento.com.br

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Selo


Ganhei esse selinho da minha amiga Denise do blog Conheça o Espiritismo

Regrinhas:
1-Colocar nome e endereço do site que a indicou: Conheça o Espiritismo

2-Dedicar para cinco seguidores assíduos e cinco seguidores novos do blog:
Dedico esse selinho a todos os meus amigos Do Bate Papo Com a Pris, sintam-se à vontade para leva-lo.

 
3-Colocar uma frase, trecho de música, citação que seja alegre:
Eu te amo e vou gritar pra todo mundo ouvir
Ter você é meu desejo de viver
Sou menino e seu amor é o que faz crescer
E me entrego corpo e alma pra você.
São tantas as músicas que gosto..., então escolhi um trecho da música Volta Pra Mim- Roupa Nova.
Pris

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Sintonia


O cérebro é como um aparelho emissor e receptor de ondas mentais; o pensamento é um fluxo energético do campo espiritual. A vibração é um movimento de vaivém, chama-se movimento vibratório. Sintonia é a identidade ou harmonia vibratória, isto é, o grau de semelhança das emissões ou radiações mentais de dois ou mais espíritos, encarnados ou desencarnados, ou seja, afinidade moral.

Sabemos que o pensamento é um fluxo fluídico, é matéria sutil do corpo espiritual, logo é concreto e, às vezes muito visível, podendo perdurar longamente em dadas circunstâncias. Portanto o padrão vibratório é uma maneira de definir o padrão moral do espírito. Atraímos as mentes que possuem o mesmo padrão vibratório nosso, que estão no mesmo nível moral.

A comunicação interespiritual é controlada pelo grau de sintonia, a qual a seu turno, decorre da afinidade moral. Temos, por isso, a companhia espiritual que desejamos mediante o nosso comportamento, sentimentos, pensamentos e aspirações. Estão ao nosso redor aqueles que sintonizam conosco ou têm contas a ajustar.

É o caso e a hora de perguntar:

— Como podemos elevar cada vez mais as nossas vibrações e, assim, aprimorar a capacidade de sintonia e vibração?

R.: Enriquecendo o pensamento por meio do desenvolvimento da INTELIGÊNCIA; - estudo, conhecimento, SENTIMENTO; - prática do bem, serviço prestado, moralidade, em suma, auto-aperfeiçoamento pelo esforço próprio no caminho do bem.

Com particular aplicação à Mediunidade, que não progride sem o aprimoramento do médium. Em virtude do princípio de sintonia, estabelece-se uma dependência entre encarnados e desencarnados quando ambos estão perturbados e emitindo vibrações viciadas. A identidade vibratória inferior, no caso do ódio, ressentimento, tristeza, desânimo etc., prende os desencarnados mais ou menos inconscientes do seu estado na aura magnética dos encarnados. Ocorre assim, influência recíproca, troca de pensamentos e sentimentos, e, portanto, obsessão bidirecional.

Com que fim os espíritos imperfeitos nos induzem ao mal? - Para que sofrais o que eles sofrem. Vejamos duas questões do Livro dos Espíritos, que nos esclarecem sobre o envolvimento entre encarnados e desencarnados: ( Capítulo IX, questões 467 / 469.)

–"Pode o homem eximir-se da influência dos Espíritos que procuram arrastá-lo ao mal?

R.: Pode, visto que tais Espíritos só se apegam aos que, pelos seus desejos, os chamam (vibrações, sintonia), ou aos que, pelos pensamentos, os atraem.

"Por que meio podemos neutralizar a influência dos maus Espíritos? Praticando o bem e pondo em Deus toda a vossa confiança, repelireis a influência dos Espíritos inferiores e aniquilareis o império que desejem ter sobre vós.

Desconfiai especialmente dos que vos exaltam o orgulho, pois que esses vos assaltam pelo lado fraco. Foi por essa razão que Jesus, nosso Mestre, nos ensinou a oração dominical:

Senhor! Não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal.

Também nos é necessário educar nosso pensamento em coisas edificantes para uma melhor sintonia com a Espiritualidade Superior. O pensamento é idioma universal e, entendendo que o cérebro ativo é um centro de ondas em movimento constante, estamos sempre em correspondência com o objeto que nos prende a atenção. Todo espírito, na condição evolutiva em que nos encontramos, é governado essencialmente por três fatores específicos; experiência, estímulo, inspiração:

Experiência É o conjunto de nossos próprios pensamentos.
Estímulo É a circunstância que nos impele a pensar.
Inspiração É a equipe dos pensamentos alheios que aceitamos ou procuramos.

Assim como possuímos, na Terra, valiosas observações alusivas à química da matéria densa, relacionando-lhe as unidades atômicas, o campo da mente oferece largas ensanchas ao estudo de suas combinações: pensamentos de crueldade, revolta, tristeza, amor, compreensão, esperança ou alegria tem natureza diferenciada, com características e pesos próprios.

A onda mental possui determinados coeficientes de força na concentração silenciosa, no verbo exteriorizado ou na palavra escrita. Mais uma vez vemos e compreendemos que somos naturalmente vítimas ou beneficiários de nossas próprias criações, segundo as correntes mentais que projetamos, escravizando-nos a compromissos com a retaguarda de nossas experiências ou libertando-nos para a vanguarda do progresso, conforme nossas deliberações e atividades, em harmonia ou em desarmonia com as Leis Eternas da Divindade.

Um livro, uma página, uma sentença, uma palestra, uma visita, uma notícia, uma distração ou qualquer pequenino acontecimento que te pareça sem importância, podem representar silenciosa tomada de ligação espiritual para determinado tipo de interesse ou de assunto.

Geralmente, toda criatura que ainda não traçou caminho de sublimação moral a si mesma assemelha-se ao viajante entregue, ao mar, ao sabor das ondas. Com a bússola do Evangelho, sabemos perfeitamente onde e como localizar o bem e o mal, razão porque dispomos todos nós do lema da vontade. O problema de sintonia corre por nossa conta.

André Luiz é bastante claro no seu livro Nos Domínios da Mediunidade - Cada médium com a sua mente, cada mente com seus raios, personalizando observações e interpretações, e conforme os raios que arremessamos, erguer-se-ão o domicílio espiritual na onda de pensamentos a que nossas almas se afeiçoam.

Basta que pensemos no que Jesus falou: A cada qual segundo suas obras. Não esqueçamos que a mente permanece na base de todos os fenômenos mediúnicos. Nossa mente é um núcleo de forças inteligentes, gerando plasma sutil que, a emanar sem parar, oferece recursos de objetividade, sob o comando de nossos próprios desígnios.

A idéia é um ser organizado por nosso espírito a que o pensamento dá forma e ao qual a vontade imprime movimento e direção. Então, com tudo isso, não podemos esquecer o problema de nossa sintonia na Mediunidade. Refletimos as imagens que nos cercam e arremessamos nos outros as imagens que criamos. E, como não podemos enganar a força de atração, somente poderemos alcançar a claridade e a beleza, se começarmos emanar beleza e claridade no espelho de nossa vida íntima.

Estamos acostumados a ver a mediunidade em diversos lugares, missões santificantes e guerras destruidoras, tarefas com objetivos nobres e várias obsessões, que guardam suas origens nos reflexos da mente individual ou coletiva, combinados com as forças do alto ou degradantes influências baixas.

O Pensamento é um núcleo de forças, em torno do qual gravitam os bens e os males gerados por ele mesmo e ali se defrontam com fileiras de almas, sofrendo nos diferenciados lugares que lhe são característicos. Elevemos, então, nossos pensamentos redirecionando-os sempre para pensamentos altruístas.

Influência é um poder espiritual que todos temos e pelo qual irradiamos nossos conceitos e predicados morais, como também culturais, devendo atingir aqueles que pensam semelhantes a nós. Pense nas coisas desagradáveis e estará sintonizado espiritualmente com um desencarnado que se sente infeliz. Todavia, agora vem a celebre pergunta: Será que você começou a pensar negativamente porque quis ou porque foi induzido por algum Espírito que está próximo a você? As duas coisas podem perfeitamente acontecer. Se você resolveu ser infeliz a partir daquele momento, a decisão é totalmente sua, você é quem vai sofrer. Se foi induzido e passou a aceitar a sugestão, cabe a você mudar de opinião e não sintonizar com aquela entidade.

Allan Kardec, em A Gênese, cap. XIV, item 15, esclarece este mecanismo da influenciação de desencarnado para encarnado: Sendo os fluidos o veículo do pensamento, este atua sobre os fluidos como o som sobre o ar; eles nos trazem o pensamento, como o ar nos traz o som.. Pode-se pois dizer, sem receio de errar, que há, nesses fluidos, ondas e raios de pensamentos, que se cruzam sem se confundirem, como há no ar ondas e raios sonoros.

Há mais: criando imagens fluídicas, o pensamento se reflete no envoltório perispirítico, como num espelho; toma nele corpo e aí de certo modo se fotografa. Tenha um homem, por exemplo, a idéia de matar a outro: embora o corpo material se lhe conserve impassível, seu corpo fluídico é posto em ação pelo pensamento e reproduz todos os matizes deste último; executa fluidicamente o gesto, o ato que intentou praticar.

O pensamento cria a imagem da vítima e a cena inteira é pintada, como num quadro, tal qual se lhe desenrola no espírito. Desse modo é que os mais secretos movimentos da alma repercutem no envoltório fluídico; que uma alma pode ler noutra alma como num livro e ver o que não é perceptível aos olhos do corpo. Contudo, vendo a intenção, pode ela pressentir a execução do ato que lhe será a consequência, mas não pode determinar o instante em que o mesmo ato será executado, nem lhe assinalar os pormenores, nem, ainda, afirmar que ele se dê, porque circunstâncias ulteriores poderão modificar os planos assentados e mudar as disposições.

Ele não pode ver o que ainda não esteja no pensamento do outro; o que vê é a preocupação habitual do indivíduo, seus desejos, seus projetos, seus desígnios bons ou maus. O trabalho, qualquer que seja ele, físico ou intelectual, aparece como o primeiro recurso no combate à insurgência de pensamentos deprimentes.

Logo, vem a boa leitura, a música harmoniosa, a conversa que edifica, e sobretudo a prece que nos liga com o Criador, facultando-nos força, otimismo e coragem para enfrentar as dificuldades que criamos.

(Do livro - Mediunidade e Reforma - Edicel)

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Resignação e Resistência

       
        De fato, há que se estudar a resignação para que a paciência não a venha trazer resultados contraproducentes. 
        Um lavrador suportará corajosamente aguaceiro e granizo na plantação, mas não se acomodará com gafanhoto e tiririca. 
        Habitualmente, falamos em tolerância como quem procura esconderijo à própria ociosidade. Se nos refestelamos em conforto e vantagens imediatas, no império da materialidade passageira, que nos importam desconforto e desvantagens para os outros? 
        Esquecemo-nos de que o incêndio vizinho é ameaça de fogo em nossa casa e, de imprevisto, irrompem chamas junto de nós, comprometendo-nos a segurança e fulminando-nos a ilusória tranquilidade. 
        Todos necessitamos ajustar resignação no lugar certo. 
        Se a Lei nos apresenta um desatre inevitável, não é justo nos desmantelemos em  gritaria e inconformação. É preciso decisão para tomar os remanescentes  e reentretecê-los para o bem, no tear da vida. 
        Se as circunstâncias revelam a incursão do tifo, não é compreensível cruzar os braços e deixar campo livre aos bacilos. 
        Sempre aconselhável a revisão de nossas atitudes no setor da conformidade. 
        Como reagimos diante do sofrimento e do mal? 
        Se aceitamos penúria, detestando trabalho, nossa pobreza resulta de compulsório merecimento. 
        Civilização significa trabalho contínuo contra a barbárie. 
        Higiene expressa atividade infinitamente repetida contra a imundície. 
        Nos domínios da alma, todas as conquistas do ser, no rumo da sublimação, pedem harmonia com ação persistente para que se preservem. 
        Paz pronta ao alarme. Construção do bem com dispositivo de segurança. 
        Serenidade é constância operosa; esperança é ideal com serviço. 
        Ninguém cultive resignação diante do mal declarado e removível, sob pena de agravá-lo e sofrer-lhe clava mortífera. 
        Estudemos resignação em Jesus-Cristo. A cruz do Mestre não é um símbolo de apassivamento à frente da astúcia e da crueldade e sim mensagem de resistência contra a mentira e a criminalidade mascaradas de religião, num protesto firme que perdura até hoje.


Texto extraído do livro "Estude e Viva" - Emmanuel e André Luiz 
Psicogradado por Francisco C. Xavier e Waldo Vieira

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

No Esforço Comum



“Não sabeis que um pouco de fermento leveda a massa toda?” — Paulo (II CORÍNTIOS, 5:6)

Não nos esqueçamos de que nossos pensamentos, palavras, atitudes e ações constituem moldes mentais para os que nos acompanham.
Cada dia, por sua vez, sofremos a influência alheia na construção do próprio destino.
E, como recebemos conforme atraímos, e colhemos segundo plantamos, é imprescindível saibamos fornecer o melhor de nós, a fim de que os outros nos proporcionem o melhor de si mesmos.
Todos os teus pensamentos atuam nas mentes que te rodeiam.
Todas as suas palavras gerarão impulsos nos que te ouvem.
Todas as tuas frases escritas gerarão imagens nos que te lêem.
Todos os teus atos são modelos vivos, influenciando os que te cercam.
Por mais que te procures isolar, serás sempre uma peça viva na máquina da existência.
As rodas que pousam no chão garantem o conforto e a segurança do carro.
Somos uma equipe de trabalhadores, agindo em perfeita interdependência.
Da qualidade do nosso esforço nasce o êxito ou surge o fracasso do conjunto.
Nossa vida, em qualquer setor de luta, é uma grande oficina de moldagem.
Escravizar-nos-emos ao cativeiro da sombra ou libertar-nos-emos para a glória da luz, de conformidade com os moldes vivos que as nossas diretrizes e ações estabelecem.
Lembremo-nos da retidão e da nobreza nos mais obscuros gestos.
Recordemos a lição do Evangelho.
“Um pouco de fermento leveda a massa toda.”
Façamos do próprio caminho abençoado manancial de trabalho e fraternidade, auxílio e esperança, a fim de que o nosso Hoje Laborioso se converta para nós em Divino Amanhã.
(De “Fonte Viva”, de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Emmanuel)

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

É Proibido


É proibido!
É proibido chorar sem aprender.
Levantar-se um dia sem saber o que fazer.
Ter medo de suas lembranças.
É proibido não rir dos problemas.
Não lutar pelo que se quer.
Não transformar sonhos em realidade.
É proibido não demonstrar amor.
Fazer com que alguém pague por suas dúvidas e mau  humor.
É proibido deixar os amigos.
Não tentar compreender o que viveram juntos.
Chamá-los somente quando necessita deles.
É proibido não ser você mesmo diante das pessoas.
Fingir que elas não lhe importam.
Ser gentil só para que se lembrem de você.
Esquecer aqueles que gostam de você.
É proibido não fazer as coisas por si mesmo.
Não crer em Deus e fazer seu destino.
Ter medo da vida e de seus compromissos.
Não viver cada dia como se fosse um último suspiro.
É proibido sentir saudades de alguém sem se alegrar.
Esquecer seus olhos, seu sorriso, só porque seus caminhos se desencontraram.
Esquecer seu passado e pagá-lo com seu presente.
É proibido não tentar compreender as pessoas.
Pensar que as vidas delas valem mais que a sua.
Não saber que cada um tem seu caminho e sua sorte.
É proibido não criar sua história.
Deixar de dar graças a Deus por sua vida.
Não ter um momento para quem necessita de você.
Não compreender que o que a vida lhe dá, também lhe tira.
É proibido não buscar a felicidade.
Não viver sua vida com uma atitude positiva.
Não pensar que podemos ser melhores.
Não sentir que sem você este mundo não seria igual!
É proibido!
Não importa o passado,
Hoje é presente!
O futuro? É com Você!
Pense nisto!
O tempo não espera ninguém!
Uma linda vida para Você!

Pablo Neruda

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Gestos



A vida é feita de pequenos gestos!
Apenas um gesto de carinho
Pode mudar seu dia,
Ou quem sabe até seu futuro.

Quando acordar de manhã…
Se olhe no espelho e agradeça
Por estar vivo e ter a chance de recomeçar!
Pense positivamente!
E verá como sua vida pode melhorar.

No decorrer do dia você encontrará
Pessoas que não fizeram o mesmo ao acordar
Certamente estarão mal humoradas
Carregando o peso de seus problemas.

Seja gentil com elas!
Mostre a simplicidade da vida
Com um pequeno gesto de carinho
Diga bom dia, ou um simples oi.

Seu pequeno gesto de atenção
Certamente não mudará o mundo,
Não atingirá todas as pessoas,
Mas você pode ser a diferença para alguém.

 
(John Vask)


Recebido por e-mail pela minha amiga Lucinha do blog:http://luciafortaleza2.blogspot.com

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

O Grande Servidor

         
         Sim, o Cristo não passou entre os homens como quem impõe.
         Nem como quem determina.
         Nem como quem governa.
         Nem como quem manda.
         Caminhou na Terra à feição de servidor.
         Legou-nos o Evangelho da Vida, escrevendo-lhe a epopéia no coração das criaturas.
         Mestre, tomou o próprio coração para sua cátedra.
         Enviado Celestial, não se detém num trono terrestre e aproxima-se da multidão para auxiliá-la.
         Fundador da Boa Nova, não se limita a tecer-lhe a coroa com palavras estudadas, mas estende-a  e consolida-lhe os valores com as próprias mãos. 
         A prática é seu modo de convencer. 
         O próprio sacrifício é o seu método de transformar.
         Aprendamos com o Divino Mestre a ciência da renovação pelo bem, elevando pessoas e melhorando situações, é servir sempre como quem sabe e fazer é o melhor processo de aconselhar.

Emmanuel
psicografado por Francisco C. Xavier - Grupo Espírita "Os Mensageiros"
"Sim, estou entre vós como quem serve."
Jesus (Lucas 22:27)

Seja Inteiro no que Importa

A gente pode morar numa casa mais ou menos, numa rua mais ou menos, numa cidade mais ou menos, e até ter um governo mais ou menos.  A gen...