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1° post - Ciúmes

Olá à todos!

Gostaria primeiramente de agradecer à Pris pelo cantinho concedido à mim aqui no blog. Minha intenção é falar sobre literatura, e compartilhar tudo aquilo que eu aprendo com os livros que leio (espíritas, e outros também), e falar um pouco também sobre variados assuntos.
Pois bem, compartilho com vocês um texto que escrevi em janeiro. Como a Pris disse, eu ando meio sem tempo, mas em julho poderei escrever mais coisas. Espero que gostem!





Considerações sobre o ciúmes.

O ciúmes é um desses sentimentos que sabemos dever evitar, mas que quando irrompe em nós é difícil de controlar.
Se soubéssemos amar ao próximo como Jesus nos ensinou, sem cobrança, sem achar que o próximo nos pertence, então esse mal (o ciúmes) não nos afetaria. Falo aqui do ciúmes entre cônjuges, pois há também entre irmãos, amigos, colegas de trabalho, etc, mas creio que esse sentimento ruim alcança o seu ápice quando se trata de amor conjugal, pois temos a ruim mania de achar que a pessoa amada nos pertence e deve satisfações de tudo que faz à nós.
Não, o verdadeiro amor não cobra, não desconfia e não deixa se afetar por sentimentos de baixo calão. Mas no mundo material que estamos, é normal que uma hora ou outra caiamos nesse tipo de erro, pois muitas vezes o físico fala mais alto do que o espiritual. E então, como em qualquer outra situação, devemos lembrar que o Orar e Vigiar se faz importante em todas as horas de nossa existência, pois com a proteção que conseguimos do plano espiritual através da oração, e conseqüentemente o autocontrole que temos quando nossa ligação com o plano espiritual é constante, esse tipo de deslize vai ficando cada vez menos frequente em nós. Não devemos esquecer que, se o ciúmes ou qualquer outro sentimento ruim toma conta de nós, é porque abrimos uma fresta para eles, fresta essa que vai sendo mais e mais aberta pelos irmão do plano espiritual que ainda estão em nível de evolução menor, e que se não nos esforçamos para fechá-la, toma conta de nós totalmente, e é então que nos deixamos guiar pelo caminho errado e fazer coisas que não nos são próprias.
Freqüentei um núcleo espírita durante três anos, e me sentia muito bem por isso, mas tive que mudar de cidade, e então fiquei praticamente um ano sem me preocupar muito com meu lado espiritual, pois tinha muitos problemas materiais me preocupando, e nesse um ano muitas vezes não reconhecia a mim mesma. Tornei-me uma pessoa irritadiça, que chorava por qualquer coisa, que não conseguia resolver seus problemas, e, o pior de tudo, fui “vítima” desses rompantes de sentimentos ruins. Isso porque a minha ligação com o plano espiritual estava muito baixa, e eu me deixava levar muito facilmente pelo ciúmes, pela raiva, enfim, não foram momentos nem um pouco bons.
É muito importante que aprendamos a controlar esses sentimentos. Sempre que nos depararmos com alguma situação incômoda, devemos lembrar que pra tudo há uma solução, que nossa encarnação é apenas um piscar de olhos, e que nada acontece por acaso. Sei que é chato ficar repetindo essas coisas que parecem clichês, porque na hora que o problema nos encara de perto é difícil lembrarmos disso, e também porque isso tudo não nos diz como agir em tal ou qual situação, mas enfim, às vezes acertamos e às vezes erramos, e assim vamos aprendendo.
Quanto ao ciúmes, pare e pense: será que não estou imaginando coisas? Muitas vezes nossa imaginação cria situações que não existem, e então nos apegamos a elas como se fossem reais (e por “imaginação”, pode-se tomar também a influência de nossos irmãos menos evoluídos do plano espiritual).
Pois bem, exemplifico isso com um caso da literatura: Em “Anna Kariênina”, do autor russo Liev Tolstoi, depois de várias complicações no romance entre a personagem que dá nome ao livro e o seu amante, ela tem certeza que ele está a traindo, mas na verdade ele nunca nem sequer pensou em outra mulher, mas como ela estava infeliz com o desfecho que sua vida estava levando, comete suicídio jogando-se embaixo de um trem. Entendo que, sendo literatura, obviamente não é um exemplo real, mas confesso que domínio que o ciúmes possui sobre a personagem me impressionou durante a leitura do livro (que por sinal, é ótimo), e por isso refleti bastante sobre esse sentimento que até pouco tempo era quase desconhecido para mim.
Enfim, não deixemos nos levar pelo impulso do momento. Acreditem, parar, respirar e contar até dez dá muito certo.
Karina.

Comentários

  1. Karina, que bom você estar compartilhando um tema tão importante conosco, aqui no blog da Pris.
    Ciúme, tem muito a ver com a imaturidade nossa, pois confundimos Amor com apego, com muita freqüência. E no caso de casais, infelizmente é comum um achar-se "dono" do outro.
    Realmente precisamos estar sempre buscando o equilíbrio energético,através da oração, de leituras edificantes, bons pensamentos e sentimentos... pois a influencia do espiritual pode "piorar" a situação que criamos.

    Um grande abraço!
    Valéria

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  2. Tem um selinho pra ti lá no blog.
    Beijos :)

    ResponderExcluir
  3. Oi Karina, seja bem-vinda!
    Ótimo texto de estréia.

    Beijinhos

    Pris

    ResponderExcluir

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